Porto de Belém ficará comercialmente reduzido a apenas dois Armazéns permitindo maior movimento em Vila do Conde

Com o funcionamento do Porto Belém Futuro, investimento turístico do Governo do Estado do Pará, envolvendo diversos Armazéns localizados no Cais do Porto, que foram repassados para o Estado pela CDP, navios de grande porte, tanto de cabotagem como de longo curso, como o que aparece na foto em operação, deixarão de escalar nas áreas em que se localizam os referidos Armazéns, onde funcionará uma JANELA para a baía do Guajará, como já foi anunciado.
Para operações comerciais no porto de Belém restarão apenas os Armazéns 11 e 12. No 11, há muitos anos recebendo navios porta-contêineres, inclusive da CMA CGM, desde quando estatal do Governo Francês, migrando depois para Vila do Conde. Já no armazem 12, cargueiros que conduzem trigo para a empresa Ocrim.

BNVC Organização Militar Industrial é referência internacional

A Base Naval de Val-de-Cães (BNVC), que pertence à jurisdição do Comando do 4º Distrito Naval, que inclusive é detentora do maior dique entre Salvador-BA e o Caribe, contando com um corpo técnico de alto nível, está habilitada não só para reparos navais, mas também para construção de embarcações fluviais e marítimas, oferecendo serviços extra Marinha.
Por sinal, as CARREIRAS que pertenciam ao Estaleiro da extinta ENASA, foram doados para essa importante Organização Militar Industrial da nossa Marinha, que a cerca de sete décadas vem prestando relevantes serviços, com destaque inclusive internacional, como aconteceu na Grécia.

Ainda a reflutuação do navio “HAIDAR” em Vila do Conde

Com certeza absoluta, se o contrato de reflutuação do navio-boiadeiro “HAIDAR”, naufragado no porto de Vila do Conde, tivesse sido feito com a MANOBRASSO, em parceria com a REICON, a operação já teria acontecido, segundo os entendidos no assunto, com auxílio da cábrea “Rio Branco”, aquela mesma que pertenceu a CDP, hoje com sua potência aumentada para movimentar 240 toneladas.
Como se sabe, a MANOBRASSO é uma empresa também de grande tradição voltada para esse tipo de operação, contando inclusive com uma série de equipamentos especializados. Agora resta aguardar o trabalho da SUPERPESA, que foi a vencedora da Concorrência realizada pelo órgão ligado ao setor, do Governo Federal, há mais de um ano.

Operação online está dispensando vistoria presencial

Hoje a Tokio Marine disponibiliza uma ferramenta online que dispensa a vistoria presencial para a nacionalização de cargas em portos, aeroportos e armazéns alfandegários.
A solução foi pensada para dar maior agilidade e reduzir os trâmites no processo de Despacho Aduaneiro do Seguro de Transporte Internacional.
O processo de vistoria online é feito via WhatsApp, pelo atendimento da Marina, atendente virtual da Tokio Marine. Ao identificar uma avaria, o despachante aduaneiro ou corretor de seguros entra em contato pelo aplicativo no link “Avaliar necessidade de vistoria” e preenche um formulário com as principais informações. Em poucos minutos, a carga é liberada para o transporte.

SULNORTE chegou na Amazônia Oriental e já se destaca em Santarém e Vila do Conde

A SULNORTE, uma das maiores operadoras de rebocadores portuários do Brasil, do tradicional Grupo nordestino H Dantas, hoje também no Pará, já se estabeleceu de início em Santarém, e posteriormente, no porto de Vila do Conde, utilizando modernos rebocadores azimutais no auxílio às manobras de grandes navios, com equipes do mais elevado nível profissional.
Com projeto aprovado, com recursos do Fundo de Marinha Mercante, deverá ampliar a sua Frota futuramente com a construção de uma série de rebocadores azimutais que levarão o SELO do mega estaleiro Rio Maguari, hoje o maior construtor de embarcações fluviais no Brasil.

MARESIAS

Pelos comentários constantes, tudo indica que ainda no decorrer deste semestre teremos novidades no setor portuário do nosso Estado, inclusive alguns leilões.

O PSNA-2020 teve uma mudança radical. O que menos se observou foi premiações a empresa de navegação, como vinha acontecendo nos anos anteriores. Nada a comentar.

O atual Diretor de Gestão Portuária da CDP – Companhia Docas do Pará tem uma grande bagagem, como conhecedor de assuntos portuários, muito bom para esta estatal.

Tudo indica que a área de Praticagem que dá acesso à capital maranhense, poderá ser aumentada. Isto vem sendo cogitado desde o encalhe daquele grande graneleiro.

Muita gente não sabe, mas o primeiro Comboio Fluvial com carretas personalizadas foi operado na rota Belém/Manaus/Belém pela empresa Di Gregorio Navegação.

Na última vez que o nosso amigo Almirante Marcos Olsen visitou Belém, ele desempenhava as funções de DHN – Diretor de Hidrografia e Navegação da Marinha. Veio participar de um importante evento.

Não se falou mais sobre a criação da Polícia Hidroviária Federal. Tudo indica que o seu Projeto foi “engavetado”, naturalmente por falta de recursos para o seu funcionamento.

Em 2019, dois acidentes de grandes proporções aconteceram, um na Amazônia Oriental, com o navio fluvial que conduzia um grande número de passageiros, na rota Macapá/Santarém e um graneleiro nas águas do Maranhão

Em ambos, o esquadrão de helicópteros do comando do 4º distrito naval teve papel de extraordinária importância, assim como outras unidades marítimas e fluviais da nossa Marinha.

Belém continua necessitando de pelo menos mais dois terminais fluviais públicos, um nas proximidades do Porto do Sal e outro na Praça Princesa Isabel, na Condor.

Aliás, vale recordar que ambos foram prometidos pelo ex-prefeito Zenaldo Coutinho, assim como a linha fluvial Belém/Mosqueiro/Belém, mas, infelizmente, nada aconteceu…

As entidades ligadas também ao setor de transportes rodoviários estão tomando posição contra o Programa BR do Mar, que tem como objetivo trazer embarcações estrangeiras para a cabotagem do Brasil.

O armador Relton Osvaldo Pinto é o quinto presidente da SOAMAR-Belém ligado ao setor da navegação fluvial. Ele substitui a empresária Dra. Sônia Guedes, que realizou um grande trabalho.

Tudo indica que neste ano o movimento de navios de grande porte em demanda ao porto de Vila do Conde vai aumentar consideravelmente, isto de bandeira estrangeira. Muito bom para a CDP. (AS)

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