Investimentos em segurança fluvial mudaram rotina de navegação no Estado

Base flutuante em construção no arquipélago do Marajó tem importância estratégica na fiscalização dos órgãos públicos nos rios do Pará.

Após um longo período de estiagem de investimentos, o governo do Pará inaugura um novo momento para a segurança dos rios do Estado com a aquisição de equipamentos e instrumentos que mudaram o trabalho dos agentes visando garantir as melhores condições de navegabilidade. Como parte desse esforço há ainda o trabalho de integração das frentes que atuam para que esta vigilância ocorra em parceria, ampliando o alcance e a eficácia da fiscalização.

Além das sete lanchas já entregues ao Grupamento Fluvial (GFlu), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), sendo duas delas blindadas, já está em construção a base integrada flutuante Antônio Lemos, no município de Breves, na região do Marajó. Participam dessa atuação conjunta órgãos como as Secretarias de Estado da Fazenda (Sefa), Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Receita e Justiça Federal.

Neste ano, de janeiro a abril, 20 casos de pirataria fluvial foram registrados em todo o Pará, resultando em uma queda de 70% em comparação com o mesmo período de 2020, que registrou 67 ocorrências. Os dados são da Secretária Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac).

O titular da Segup, secretário Uálame Machado, confirma que o planejamento do órgão para garantir maior segurança fluvial ocorre depois de anos de abandono. “Adquirimos cerca de 58 embarcações novas ou remotorizadas, sete já foram entregues, outras estão em processo de adaptação, são vários modelos. Temos duas lanchas blindadas entre as sete, as primeiras da história do Estado, e investimos na integração das forças de segurança de fiscalização que irão atuar nos rios”, lista o gestor.

“Estamos construindo bases integradas flutuantes, a primeira será em Breves, que trará um impacto muito grande na fiscalização do Marajó, e temos projeto de licitar ainda este ano a de Candiru, em Óbidos, na região do Baixo Amazonas e também a base na região do Baixo Tocantins, para que possamos dar segurança à população, depois de décadas de déficit no investimento”, antecipa Machado.

O delegado Arthur Braga, à frente do GFlu, confirma que as melhorias garantem atuação e operações mais bem planejadas e, consequentemente, mais eficazes.

“As novas embarcações ajudam a estruturar polícias locais com planejamento. Contamos com lanchas mais rápidas e potentes, que aumentam nossa navegabilidade, inclusive pela costa da baía, que não conseguíamos cobrir com embarcações menores. Aumentamos ainda o potencial de navegação noturna, com mais segurança par os agentes. Isso se reflete na redução da criminalidade da área fluvial”, avalia.

“Temos a previsão de instalação de bases para descentralizar o trabalho em pontos estratégicos do Estado, o que vai garantir maior cobertura e performance, com ações dentro das regionais e mais eficiência com a integração entre as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, etc”, detalha o delegado.

Flutuante

O Pará recebe ainda este ano a primeira base integrada flutuante da segurança pública que está em processo de construção. A base “Antônio Lemos” ficará localizada na margem direita do rio Tajapuru, no distrito de Antônio Lemos, município de Breves, controlando grande parte do fluxo oriundo dos estados do Pará, Amapá e Amazonas.

Base no Marajó Foto: César Filho/Ascom Segup

Com investimento de R$ 4,5 milhões de recursos estaduais, a obra ampliará a fiscalização dos órgãos públicos na malha fluvial do Pará, especialmente em uma área considerada estratégica para a segurança pública, por estar localizada em um corredor histórico de transporte de drogas, contrabando, pirataria e crimes ambientais.

Sobre o GFlu

O Grupamento atende ocorrências policiais nas comunidades, entre elas, a pirataria fluvial na qual os principais alvos dos criminosos são as embarcações que navegam nos rios que banham o Estado.

Cursos

Além das lanchas, o governo do Estado realiza capacitação dos policiais militares que utilizarão os equipamentos. O Curso Especial para Tripulação de Embarcações de Estado no Serviço Público (ETSP), é oferecido em parceria com a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (Cpaor). A formação é parte integrante do aparelhamento que o governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), vem realizando com a entrega de lanchas para os municípios a fim de atender as ocorrências relacionadas aos crimes fluviais. Para isso, os agentes são capacitados para conduzir as embarcações policiais.

Por Portal da Navegação, via AGÊNCIA PARÁ.

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