NAVEGAÇÃO EM FOCO – Arco Amazônico ganha mais um berço

O Porto de Santana, no Amapá, realizou ontem, o primeiro embarque de grãos no píer 1. O navio honconguês “Iwagi Island” recebeu de 12 mil toneladas de farelo de soja da Caramuru Alimentos. A estrutura, que é construída sobre o rio para ancorar embarcações, era utilizada apenas em operações de navios de petróleo. Agora, é possível realizar transbordo de grãos de barcaças para navios atracados no Porto.
O agenciamento e a operação portuária ficou a cargo da Severport. A manobra foi realizada pelo Prático da ZP1, Klaus Dias Pflueger e transcorreu dentro da normalidade. Santana vai aumentando a participação no volume de carga embarcada na Arco Norte, caminhando para ser destaque entre os Portos de maior movimento da região.

RECORDARÉVIVER – VII Encontro Nacional de Praticagem

No jantar de encerramento, Almirante de Esquadra Marcus Vinicius (na época CMG Capitão dos Portos), Advogado Ferdinando DomingueS, Almirante Hernani Fortuna e o Prático Evandro Rebelo.

Em 1994, o Conselho Nacional de Praticagem (CONAPRA) realizou, pela primeira vez, o Encontro Nacional em uma cidade do Norte do Brasil. As Associações de Praticagem da Barra do Pará e da Bacia Amazônica organizaram o evento que durou cinco dias em Belém.
O encontro, que aconteceu no antigo Hotel Hilton, contou com a a participação de quase todas as empresas do país. Na programação do evento, assuntos ligados à segurança da navegação e organização dos Práticos em associações em níveis estadual e nacional. O assunto mais importante foi, talvez, a organização da Praticagem de Itacoatiara/Tabatinga, na época Praticagem dos Rios Orientais da Amazônia (PROA).
Na época, o CONAPRA era presidido pelo Prático do Rio de Janeiro/RJ, sr. Melo. O vice-presidente era sr. Eloy, Prático de São Sebastião/SP. No enceramento do Encontro, foi oferecido um grande jantar que contou com a presença de várias autoridades marítimas, entre elas, o Almirante de Esquadra Hernani Fortuna, um dos palestrantes do evento.

A primeira lancha da praticagem do Amazonas

O Pratico Hugo Botelho, inspecionando a lancha “Guará” no local de fabricação.

Os Práticos da Bacia Amazônica foram os últimos a constituírem uma associação no Brasil. A organização aconteceu em 1970. Onze anos depois, compraram a primeira lancha. Até então, os Práticos embarcavam,
na Fazendinha, no Amapá, em catraias – barcos regionais chamadas do popopô por aqui. Os agentes de navegação disponibilizavam estas embarcações também para as Autoridades Portuárias que visitavam os navios. Eram tempos difíceis, porém, prazerosos.
Nos anos 80, o embarque de Práticos na Fazendinha teve um aumento considerável em relação aos anos anteriores. Isso ocorreu, por que o Amazonas começou a receber navios de grande porte e que não podiam navegar na região dos Estreitos de Breves. Com isso, a Praticagem pode realizar investimentos em infraestrutura. O primeiro passo foi a aquisição da saudosa lancha “Guará”.

Mares & Rios

A FENAPA e Sindicatos Filiados estão convocando todos os aquaviários dos Estado do Pará e Amapá para reunião da Assembleia Geral Extraordinária. Na pauta, as deliberações das propostas a serem feitas ao SINDARPA, buscando a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/2022 que irá ocorrer amanhã, às 9h, no salão paroquial da Igreja de São Raimundo Nonato, na Avenida Senador Lemos, nº 1054.

Foi comemorado ontem o 41º ano do ingresso da Mulher na Marinha do Brasil. O corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha foi criado pelo Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, o então Ministro da Marinha de 1979 a 1984. Hoje, temos mulheres ocupando cargos estratégicos, como a CMG Médica Monica Luna, Diretora do Hospital Naval de Belém.

A Companhia Docas do Para (CDP), por intermédio da Diretoria Executiva, está prestando informações sobre a retirada do navio libanês “Haidar”, que naufragou com cinco mil bois vivos, no Porto de Vila do Conde, em 2015. O Governo Federal, através do Ministério da Infraestrutura, contratou uma empresa especializada que fará, no dia 11 de Agosto, a flutuação do navio.

A Marinha resgatou uma família indígena que estava à deriva no Rio Solimões. Todos foram lançados no rio quando um tronco atingiu o casco da embarcação em que estavam. A família foi resgatada em boas condições de saúde e transportada para o Porto de Tabatinga-AM.

Até 31 de agosto, sob coordenação do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Marinha, Exercito e Força Aérea estarão combatendo delitos ambientais na Amazônia.
O objetivo da operação é coibir crimes ambientais, especialmente o desmatamento ilegal na região.

Após 106 dias, o navio “Ever Given” é liberado pela autoridade do canal de Suez. O navio está finalmente pronto para zarpar do Egito. O período de cativeiro foi imposto pela autoridade do Canal de Suez (SCA) após o bloqueio de uma das principais rotas marítimas mundiais.

Depois de 133 horas de viagem, com três falhas de máquina e um fundeio, os Práticos Feitosa e Quidere desembarcaram ontem em Itacoatiara, no Amazonas, no final da tarde. Eles estavam embarcados no navio “Danica Sunrise”. O navio andou, em média, 4.5 nós por hora e entrou na relação dos navios que tiveram as viagens mais longas no trajeto ente e Fazendinha/AP e Itacoatiara/AM. (LOP)

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