Portuários denunciam arrocho e adoecimento na CDP

Trabalhadores da Companhia Docas do Pará estão em pé de guerra com a direção da estatal federal. Desde julho estão padecendo com contracheques zerados, aumento de jornada, remuneração encurtada, custo de vida encarecido e compromissos não honrados. Tudo isso graças ao “acordo” de dois meses (precário) que a empresa impôs com reajuste zero, perda remuneratória de 10% e aumento de jornada, sob ameaça de rebaixar todo o acordo coletivo para o patamar legal, em plena pandemia, com todo o clima de tristeza e abalo psicológico pelas perdas de parentes, colegas e amigos para a Covid-19.

O que já era ruim ficou ainda pior desde a queda da decisão judicial no último dia 30 de agosto. A empresa se nega a renovar o acordo nos termos atuais que garantiria tranquilidade para os funcionários seguirem a negociação coletiva, e impiedosamente rebaixa os diretos dos portuários para o mínimo legal. Resultado, nova perda remuneratória, agora na ordem de 20%. Tal sofrimento poderia ter sido evitado, na opinião dos sindicalistas.

Os portuários acusam a diretoria de colecionar troféus e incrementar o currículo melhorando o saldo da CDP às custas do adoecimento de seus trabalhadores. Apontam, ainda, a utilização de dois pesos e duas medidas, já que a mesma política de corte não é vista em outras áreas. Há investimento do excedente nas empreiteiras de pintura, roçagem, capina e café, além de gastos pomposos e desnecessários já programados, para viagens com destino a Dubai e Portugal.

O Sindiporto e o Sindiguapor denunciam ações da diretoria da CDP contra seus próprios trabalhadores, inclusive assédio moral e precarização dos empregos, partidarização dos cargos DAS e política de entrega total do setor portuário à iniciativa privada. Os sindicatos sustentam que o propalado lucro da estatal tem sido à custa do suor e sofrimento dos trabalhadores e trabalhadoras. “É desumano imaginar que a diretoria de uma empresa do porte da CDP se presta a enganar a opinião pública propalando conquistas que não são frutos de gestão, e sim de arrocho”, afirmam os sindicalistas, que estão ocupando a calçada na frente do casarão histórico localizado na esquina da Av. Presidente Vargas com a Marechal Hermes, em Belém, sede da empresa, e onde a deputada federal Vivi Reis(PSol) esteve prestando solidariedade à categoria.

Notícia original abaixo:

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