CONVÉS PRINCIPAL – Dia do Maquinista e Dia do Eletricista comemorados a bordo

Tripulação no evento do Dia do Maquinista a bordo de navio Suezmax.
Leitura do texto do Comandante.

No dia 17 de Outubro são comemorados duas importantes datas no meio naval: Dia do Maquinista e Dia do Eletricista.
A bordo do navio sob o Comando do colunista não poderíamos deixar de ser indiferentes ao passar a data em branco. A cerimônia realizada teve participação da tripulação em quase sua totalidade, contando com as presenças da Seção de Máquinas, que em seu uniforme de trabalho, os tradicionais macacões laranja, abrilhantaram o evento.
Em atenciosa mensagem dirigida a esses exemplares profissionais, o colunista enalteceu a importância que têm na condução e reparos de equipamentos de máquinas da embarcação. O texto contagiou os maquinistas, onde o Chefe de Máquinas Ubirajara fez questão de guardá-lo e posteriormente colocar nos seus arquivos de recordações.
Todos os membros da Seção de Máquinas também foram presenteados com Certificados em homenagem a essa data.
O evento foi encerrado com jantar e congraçamentos de todos os presentes.

Homenagem ao dia do Maquinista e ao do Eletricista – CLC RICARDO MONTEIRO (COMANDANTE)

  • Costumo sempre comparar o navio com o corpo humano. O Passadiço é como se fosse o cérebro e coordena os movimentos, as chegadas e saídas nos portos, realizando em alguns casos as operações de carga e descarga. A Praça de Máquinas é como se fosse o coração, os maquinistas fossem as artérias e a guarnição o sangue que irriga o sistema.
  • Assim como o cérebro não funciona sem o coração no corpo humano e vice versa, também o Passadiço não funciona sem a Praça de Máquinas do navio e vice versa. Daí, vemos a importância da Seção de Máquinas para o funcionamento da embarcação como um todo.
  • Quando algum equipamento do navio tem problema, a quem recorremos? Quando a parte elétrica do navio tem falhas ou lâmpadas queimadas, a quem chamamos? Quando temos alguma anormalidade no Camarote que somente um especialista pode resolver, a quem solicitamos? Ao fazer um pedido de material para determinado equipamento, quem consultamos? São eles, os maquinistas e eletricistas de bordo.
  • Houve um momento na minha carreira em que via as pessoas darem pouca importância aos maquinistas. Porém com o tempo, nas minhas tripulações, fui mudando suas formas de pensar e a dar mais valor a esta seção de tão especial para o navio.
  • No primeiro semestre de 1995, durante um mês fiz estágio na Praça de Máquinas do navio da Flumar, o NT “Jacarandá”. Lá não tinha CCM (Centro de Controle de Máquinas) e ficávamos no calor e barulho durante o quarto de serviço. Apesar de não ter escolhido o curso de Máquinas da Escola de Formação de Oficiais de Marinha Mercante do CIABA, ficou na memória o notável trabalho desses profissionais.
  • Já como Comandante, muitas vezes acompanhei suas fainas pesadas na Praça de Máquinas e em outros locais do navio, já que também são responsáveis pelo funcionamento dos equipamentos de convés e dos sistemas de carga e descarga. Outras vezes, vi a seção inteira virando a noite para tentar resolver problemas difíceis com o intuito de não parar o navio.
  • Não é a toa que são muito solicitados em virtudes dos seus conhecimentos técnicos adquiridos durante o período escolar e as experiências ao longo das carreiras.
  • Se o Chefe de Máquinas, função máxima exercida na Seção, disser para mim, Comandante, que o navio não poderá sair, com certeza ficará no mesmo lugar até que diga o contrário. Por si só, já podemos perceber que o Chefe de Máquinas tem voz no navio, fazendo parte da Administração de Bordo.
  • Na minha atual função, sempre procurei valorizar esses profissionais, que trabalham na parte mais barulhenta e calorenta do navio, saindo do seu quarto com os macacões suados e impregnados de óleos e graxas, tudo para manter o bom funcionamento das instalações de máquinas.
  • A esses profissionais, maquinistas e eletricistas, devemos saudar e parabenizar pelo seu dia, comemorado nesta data, 17 de Outubro, pela importante participação na condução do navio, garantindo o transporte marítimo da Marinha Mercante Brasileira, trazendo divisas para o nosso Brasil e para o mundo.

Parabéns Maquinista, Parabéns Eletricista.

Navegando

O CIABA, que completou 129 anos de existência, somente ontem (19) pôde realizar a Cerimônia dessa importante data. Aos poucos a “Universidade do Mar” vai se recuperando da restrição da pandemia. O Capitão de Mar e Guerra Josué como sempre de parabéns.

Entre os agraciados com o título de “Amigo do CIABA” estavam o Vice-Almirante Valter Citavícus Filho, que vem realizando excelente trabalho a frente do Comando do 4º Distrito Naval, e o colunista Luiz Omar Pinheiro do jornal “O Liberal” e do “Portal da Navegação”. Parabéns a ambos, bem como a todos os agraciados.

O modal marítimo sem dúvida nenhuma é mais barato em relação ao modal aéreo. Contudo, a falta de contêineres marítimos tem elevado o transporte de carga aérea, na qual bateu o recorde de 2019 ainda restando dois meses e meio para findar o ano, sendo recorde histórico da ANAC no ano de 2020.

O nosso grande amigo da época de mocidade, Capitão de Fragata Carlos Evandro da Cunha Bezerra, atualmente lotado na Seção de Armamento no complexo da “Base Naval de Val de Cães” (BNVC) enviou atenciosa mensagem, acompanhando nossa navegação. Juntos, estudamos no Colégio Ideal com os professores feras em matemática como o Leite, Iketani, Libonati e Fernando. Saudades dessa época.

Alguns ex Praticantes que estiveram sob o Comando ou Imediatice do colunista já chegaram na função de Comandante ou Chefe de Máquinas. Se disserem que estamos ficando velhos, prefiro dizer que estamos amadurecendo os jovens do futuro.

O Capitão de Mar e Guerra (IM-RM1) Marcus Vinícius de Morais Gorjão, que comandou o “Centro de Intendência da Marinha em Belém” (CeIMBe), sempre nos envia mensagens parabenizando a coluna. Tive a chance de participar da despedida do amigo, que deixou a área do Comando do 4º Distrito Naval em 17 de Janeiro de 2020. Gente fina nunca é esquecida.

O cineasta Daniel Mata Roque é Diretor da “Pátria Filmes” desde a sua criação em 2013. Em seu currículos constam filmes da época das grandes guerras, entre eles “Aquelas mulheres de farda”, lançado em 2018, além de diversos artigos publicados. Não é a toa que possui várias condecorações nacionais e internacionais.

A classificadora “ABS” (America Bureau Shipping) que atende a várias embarcações de bandeira brasileira tem feito trabalho sério tudo para salvaguardar o navio, sua carga, tripulação e meio ambiente. Disso temos conhecimento do assunto, tanto é que vários amigos trabalham nessa instituição como o colega de turma Adriano Quintanilha, além dos classificadores Bruno, Heitor e Pacheco, todos lotados no sudeste, mas que também atendem outras áreas.

Uma grande e importante modernidade chegou no Poder Naval Brasileiro. O futuro Veículo de Superfície Não Tripulado da Marinha realizou recentemente sua primeira navegação. O teste ocorreu nas proximidades da Baía de Guanabara e contou com as participações de várias Organizações Militares, além da Escola Naval.

Recentemente dois grandes Comandantes se despediram de suas atividades no mar. São eles o CLC Piedade e o CLC Ricardo Alfredo. O colunista teve o privilégio de ser rendido por ambos em navios da classe suezmax de uma grande empresa estatal. Dedicaram sua vida ao mar e hoje desfrutam de suas aposentadorias perante familiares. Bem que mereciam reconhecimentos da empresa pelos serviços prestados e dedicações.

A Sra. Sandra Marinho, que presta relevantes serviços até aos dias de hoje na nossa “Universidade do Mar”, que é o CIABA, sempre procura ajudar os Alunos e Ex-Alunos da EFOMM. Com sua maneira atenciosa de lidar, é lembrada pelos Oficiais que se formaram ao longo das últimas décadas. Entre 1994 e 1997, a Turma “Ayrton Senna da Silva” teve o privilégio de interação, quando a mesma era Secretária do CoMCA (Comandante do Corpo de Alunos). Pra ela: “um beijo e uma rosa” (palavras de nosso Alyrio Sabbá).

O Capitão de Longo Curso João Américo da Costa Gas Neto é um grande exemplo de profissional a ser seguido. Não é a toa que foi Comandante-Aluno de sua turma, que teve o pioneirismo de receber as primeiras mulheres no curso fundamental de Náutica e de Máquinas da “Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante” do CIABA. Ele, sempre sendo uma grande pessoa, tem no seu carisma o modelo de gerenciamento para manter a tripulação segura em suas funções. Parabéns, CLC Américo!

Conforme noticiamos, o colunista estará recebendo importante homenagem na sua volta ao Brasil. Trata-se de reconhecimento da “Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz – Batalhão Suez” (ABFIP – BTL SUEZ). Voltaremos como mais detalhes posteriormente. (RM).

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