Praticagem – Zé Peixe é homenageado em vídeo do ator Nelson Freitas

O ator, produtor e humorista brasileiro Nelson Freitas expressou sua admiração pelo lendário Zé Peixe em seu canal do YouTube. No vídeo, o artista usa a história do prático sergipano para destacar o quanto é importante que as pessoas trabalhem com aquilo que amam verdadeiramente. A homenagem faz parte de uma série de vídeos na qual o ator faz reflexões sobre a vida.

No vídeo, Nelson conta a história de Zé Peixe e tudo que ele realizou por amor à sua profissão na Marinha. O ator se refere ao sergipano como a “figura lendária dos mares do nordeste do Brasil” e destaca que Zé Peixe amava o que fazia e se tornou famoso entre homens e mulheres do mar por uma maneira muito incomum de fazer a praticagem.

“Para que não sabe, o prático é um profissional que conduz o navio de fora da barra até o porto e, depois da operação, faz o inverso. Quando o navio já está em segurança lá fora, ele entra em uma lanchinha e volta para o porto. Mas o Zé Peixe não entrava na lancha, ele se jogava e vinha a nado de volta para Aracaju. Dependendo das condições do mar e do eento, isso poderia levar até 3 horas. Muitas vezes, os tripulantes dos navios mercantes estrangeiros, que não o conheciam, entravam em pânico vendo aquele homem franzino saltar e voltar no braço para terra”, conta.

Nelson destaca ainda que Zé Peixe era um homem alegre e que não ficava preso aquilo que sua profissão exigia. “Ele já salvou náufragos, combateu incêndios a bordo, salvou gente afogamento. Foi ganhando prestígio de herói, condecorado diversas vezes com várias medalhas pelos seus feitos que o levaram se tornar uma lenda entre marinheiros do mundo todo”, relembra.

O ator finaliza o vídeo comentando que a história de Zé Peixe serve para inspirar as pessoas neste novo ano. “Que essa história possa inspirar você a fazer aquilo que gosta, a sua profissão, não importa o quanto isso demore a acontecer. O homem que remove montanhas sempre começa retirando pequenas pedras do caminho”.

A publicação rendeu diversos comentários e elogios, principalmente, de sergipanos e de pessoas que conheceram ou conviveram com Zé Peixe:

“Parabéns pelo vídeo e a homenagem lembrança do nosso Zé Peixe, meu pai era da Capitania dos Postos aqui de Aracaju, e muito amigo de Zé, que por muitas vezes ia em nossa casa bater papo com meu pai. Homem simples que andava descalço em sua bicicleta enferrujada, de bom caráter e dedicado ao que fazia. Parabéns Nelson”, dizia um dos comentários.

“Muito obrigada, Nelson. A sobrinha neta e afilhada de Zé Peixe, emocionada agradece de coração”, comentou Lucian Shunk, parente de Zé Peixe.

“A sua simplicidade e seu amor pelo mar, o tornou lenda, e merece ser sempre reverenciado. Salve Zé peixe! Valeu , Nelson Freitas!”.

Zé Peixe

José Martins Ribeiro Nunes, o “Zé Peixe “, nasceu em 05 de janeiro de 1927, e desde a mais tenra idade mostrava desenvoltura a nadar. Aos 11 anos já era um exímio nadador e aos 20 foi contratado, pela Capitania dos Portos, para atuar como prático, conduzindo embarcações que entravam e saíam de Aracaju.

Zé Peixe se tornou figura lendária no estado de Sergipe e no exterior por exercer o seu trabalho de uma maneira bem diferente: nadava até o navio e depois voltava conduzindo a embarcação à nado. O prático ganhou destaque em diversas publicações [jornais, revistas e reportagens televisivas] e serviu de inspiração para músicas, livro infantil, peça teatral e exposições.

O prático também era conhecido pela sua simplicidade e atos de grandeza e heroísmo [foi responsável por inúmeros salvamentos, tendo destaque para a ação que resgatou a tripulação do navio Mercury, em chamas, no alto mar, na década de 1970].

Grande conhecedor das águas da costa aracajuana, Zé Peixe faleceu em 2012, mas continua vivo no imaginário do povo sergipano. Em 2015, o Governo de Sergipe transformou o antigo hidroviário de Aracaju no Espaço Cultural Zé Peixe. No local, é possível encontrar painéis do artista plástico Elias Santos, além de um busto de bronze do homenageado, peças e fotografias.

Por Luana Maria e Verlane Estácio com informações da ASN

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