Casos de escalpelamento crescem 55% no ano de 2021 no Pará

Para prevenir o escalpelamento e reduzir o número de casos, a Marinha do Brasil oferece e instala a cobertura do eixo e volante do motor de forma gratuita.

Igor Mota

O primeiro caso de escalpelamento nos rios do Pará foi registrado no último dia 9 de janeiro, no rio Jaburu dos Alegres, em Gurupá, na Ilha do Marajó. Bastante comum nos rios na região de Belém e do arquipélago de Marajó, a incidência desse tipo de acidente vem crescendo ao longo dos anos. De acordo com a Marinha do Brasil, só no ano passado foram registrados 14 ocorrências de escalpelamento, frente aos 9 casos em 2020, um crescimento de 55,5%. Para combater este índice, campanhas de conscientização são realizadas em comunidades ribeirinhas.

O acidente de escalpelamento ocorre, geralmente, quando o cabelo longo fica preso ao motor e partes móveis desprotegidas da embarcação, sendo o couro cabeludo arrancado bruscamente. A vítima pode perder também partes do rosto e há risco de morte devido à hemorragia que pode ocorrer.

As consequências do escalpelamento são muito graves e variam conforme as áreas afetadas no acidente, como crânio, pálpebras, orelhas e face. As principais sequelas incluem dores de cabeça ou cervicais crônicas, dificuldade na audição, fala e visão. Essas disfunções comprometem a qualidade de vida, o lazer e o emprego das vítimas, que muitas vezes ficam impossibilitadas de trabalhar.

Em caso de acidente, a vítima deve ser socorrida imediatamente e encaminhada para unidade de saúde mais próxima. No Pará, a Fundação Santa Casa do Pará, em Belém, é referência em atendimento a escalpeladas, é para lá que os pacientes são encaminhados após ter o quadro clinico estabilizado.

Prevenção

Para prevenir o escalpelamento e reduzir o número de casos, a Marinha do Brasil oferece e instala a cobertura do eixo e volante do motor de forma gratuita. O serviço pode ser solicitado pelos telefones (91) 3218-3950 ou (91) 99114-9187.

Atualmente, a Lei 11.970/2.009 obriga a utilização do item, contudo, há embarcações que trafegam sem o item de segurança, principalmente em comunidades ribeirinhas.

Ao longo do ano, as equipes de Inspeção Naval da Marinha também realizam trabalhos de conscientização junto a comunidades ribeirinhas, com distribuição de toucas para prender os cabelos de mulheres e crianças, palestras e distribuição de folders com informações sobre prevenção ao escalpelamento.

Outras medidas também podem ser adotadas para prevenção de acidentes com motor, como manter os cabelos totalmente presos em forma de coque e cobertos; evitar penteado de rabo de cavalo; evitar retirar água do fundo do barco ou se movimentar enquanto o motor estiver ligado; evitar pegar objetos no fundo do barco com o motor ligado; ter cuidado com fraldas, lenços ou qualquer tecido que possa se enrolar no eixo do motor; e sentar longe do motor do barco.

Por Portal da Navegação, via O Liberal.

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