Pará – Município de Baião enfrenta a maior cheia das últimas quatro décadas; 19 mil famílias foram afetadas

Nível do rio já atingiu quase o triplo da elevação do ano passado

O município de Baião, localizado 62 quilômetros a sudoeste de Cametá, enfrenta a maior cheia desde 1980, quando foi registrada a última enchente, de níveis superiores aos vistos nos útimos dias. À época, o Rio Tocantins ultrapassou 16 metros, de acordo com a Defesa Civil. As chuvas constantes que vêm caindo na região no último mês fez com que o rio atingisse 12,4 metros, quase o triplo da cheia do ano passado, que afetou várias famílias. A previsão é de que as chuvas perdurem até o final do inverno amazônico.

O prefeito do município, Lourival Menezes, decretou estado de emergência devido à cheia do Tocantins e pediu, em vídeo gravado e compartilhado nas redes sociais, apoio ao governo do Pará e ao governo federal. De acordo com o gestor, a estimativa da Defesa Civil municipal é de que pelo menos 1.200 ribeirinhos estejam desalojados. “Essa enchente trouxe danos graves, tornando intrafegáveis 700 quilômetros de estradas. Fizemos um diagnóstico e um plano de ação. Precisamos da ajuda do governador e do presidente da República, pois essas famílias precisam de alimentos, medicamentos básicos, alojamentos.” O prefeito também solicitou a inclusão das famílias ribeirinhas no programa Recomeçar.

Desabrigados

Levantamento da Defesa Civil local estima que 19.650 pessoas foram afetadas: 240 famílias na sede do município, 4.500 da zona rural e 1.200 ribeirinhos estão desalojados.
“Essa é uma enchente fora de época, porque para nossa região o período de pico de chuva normalmente acontece no mês de março. No entanto, o pluviômetro da cidade já está registrando um nível que só alcançaria lá pro final de fevereiro”, informou Humberto Nunes, coordenador na Defesa Civil municipal. “No ano passado, o nível do rio chegou a 10,4 metros, este ano já estamos na faixa dos 12,4 metros. A maior cheia já registrada foi em 1980 quando o nível do rio ficou em torno de 16 metros”, concluiu.

Situação de emergência

A Prefeitura de Baião decretou situação de emergência na última sexta-feira (21). De acordo com o Decreto Nº 011/2022, houve um agravamento da situação no município no último dia 15 de janeiro, por conta de erosões ocorridas nas principais ruas de acesso às comunidades afetadas e destruição de pontes.
O decreto autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a supervisão da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) nas ações de resposta ao desastre, e também permite a convocação de voluntários e realização de campanhas de arrecadação de recursos para ajudar as famílias afetadas.
Dentre outras medidas que estão sendo tomadas, a prefeitura está fazendo o levantamento das famílias desabrigadas para verificar a possibilidade de incluí-las no Programa Recomeçar, do governo do Estado, que oferece, em parcela única, o benefício de um salário mínimo (R$ 1.212,00) às pessoas gravemente afetadas por desastres naturais no primeiro semestre deste ano.

Por Portal da Navegação, via Ascom da prefeitura de Baião.

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