Viabilidade operacional e econômica do Porto de Belém

Cileno Borges.

O porto é um fator primordial de crescimento, desenvolvimento e geração de emprego, em qualquer lugar do mundo e, já foi provado, o modal hidroviário é o transporte mais barato, onde tem o custo-benefício mais favorável para o usuário, devido ao valor agregado das cargas.

Em se tratando de transporte marítimo mundial, atualmente, as empresas de afretamento de navio têm calado para qualquer tonelada que a região precise. No caso, o porto de Belém, tem seu limite, mas, como agora comprovado, se pode pedir um navio com limite dentro do que se é permitido transportar. Então, quanto ao frete, esse problema de calado é um problema superado.

Importante frisar que temos um mercado altamente emergente, que se chama região amazônica, sendo o porto de Belém um mercado cativo e, embora digam haver o confronto Porto X Cidade, não custa lembrar que os principais portos do mundo estão embrenhados dentro das grandes cidades. como é o caso dos portos de Rotterdam, Xangai, Lyon na França e outros demais que funcionam plenamente. E, mesmo o Porto adminstrado pela SPA, que é um porto brasileiro de grandes dimensões, se encontra dentro da cidade de Santos, onde a cidade convive normalmente, sendo aquele, importante fator de desenvlvimento econômico desta cidade. Então, qual o óbice na questão do Porto de Belém operar, seria uma questão política?

Nós temos hoje Vila do Conde que, quando congestiona, as cargas são desviadas para os portos de Itaqui, Pecém, Suape, dando as costas para o Porto de Belém.

O porto de Belém é viável e tem condições plenas de funcionamento. O mesmo estava parado e, também, sem a devida manutenção. Houve a necessidade de um cliente, com grandes projeções para este, em movimentar carga solta de exportação, existindo várias outras agências, agora, interessadas. O que houve, por que o porto ficou parado, teria sido a má administração; teria faltado habilidade gerencial para tratar devidamente a operação e teria faltado, hoje, conhecimento da real necessidade de pessoal adequado à esta operação? Isso é o que mais os empregados se perguntam.

Hoje, em Belém, querem fazer o Projeto Porto Futuro, em um lugar que gerava, até pouco tempo, cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, com trabalho e carteira assinada para o trabalhador. Sem renda, não tem como se ter lazer.

Em, assim se projetando, parece ter se pensado não no futuro do porto, antes, no futuro dos que não querem o porto operando.

Por Portal da Navegação.

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