Base fluvial “Antônio Lemos” ampliará fiscalização na malha fluvial no Pará

Com investimento de R$ 4,5 milhões, estrutura vai ampliar a fiscalização dos órgãos públicos nos rios da Amazônia

Roberta Meireles (SEGUP)

Na fase final dos ajustes de identidade visual, elétricos e mobília, a primeira Base Integrada Fluvial “Antônio Lemo”, segue para o município de Breves, no arquipélago do Marajó, na próxima quarta-feira (20), onde ficará aberta para visitação no período de dois dias, para então seguir até o Distrito de Antônio Lemos, onde será instalada à margem direita do Rio Tajapuru. 

Com investimento de R$ 4,5 milhões de recursos estaduais, a base vai ampliar a fiscalização dos órgãos públicos na malha fluvial do Pará, especialmente em uma área considerada estratégica para a segurança pública, por estar localizada em um corredor histórico de transporte de drogas, contrabando, pirataria e crimes ambientais.

O anúncio da finalização da obra e saída da Base para o município de Breves foi feito pelo governador do Estado, Helder Barbalho, durante visita técnica à base na segunda-feira (18), em um porto de navegação no bairro Guamá em Belém.

“Esta é uma estratégia do Sistema de Segurança Pública do Estado em poder estar presente em todas as regiões por meio dos órgãos de segurança e fiscalizações, garantindo à segurança na malha fluvial do território paraense. A base será instalada no Distrito de Antônio Lemos de forma estratégica, já que este é um principal ponto de passagem de cargas e embarcações vindas do Amazonas e Amapá. Assim, teremos um ponto fixo para as Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria da Fazenda, além de disponibilizarmos espaço para os órgãos de fiscalização federal e ambiental para que juntos a todos os municípios do arquipélago do Marajó estruturar a presença do estado no combate a criminalidade em toda a região e ampliando a fiscalização”, enfatizou o Chefe de Estado. 

Integração 

A base reunirá todos os órgãos de Segurança Pública do Estado bem como órgãos de fiscalização ambiental e alfandegaria, tanto da esfera estadual quanto federal e municipal. A integração entre as forças é o principal diferencial do projeto que objetiva concentrar esforços de Segurança Pública e fiscalizações a fim de monitorar e verificar as atividades que são desenvolvidas na área fluvial do Pará, em específico nas rotas de embarcações vindas de todo estado, além dos estados do Amapá e Amazonas.

“Chegamos na reta final da fase de acabamentos, fazendo os últimos ajustes para que a base seja encaminhada para o município de Breves e esteja em funcionamento à disposição do nosso estado, garantindo mais segurança a população da região do Marajó Ocidental. Essa é a primeira base flutuante do nosso estado e faz parte de uma iniciativa do governo estadual para o fortalecimento das ações em combate à criminalidade nas regiões fluviais do nosso território. Com a implementação da base teremos mais condições de atuar e enfrentar os crimes nessas localidades. Sem dúvidas, esse é um marco histórico para a segurança pública e estamos certos de que os resultados serão ainda melhores a partir de mais esse grande investimento realizado”, ressaltou Ualame Machado, titular da Secretaria Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Estrutura 

A base flutuante tem quatro níveis: porão, dois convés e tijupá. O porão irá abrigar dois geradores para alimentação de energia, sistema de tratamento de esgoto sanitário, tanques de óleo diesel e espaço para armazenamento de carga. Já o convés principal conta com uma recepção, sala de atendimento, banheiros, cela temporária masculina e feminina, seis salas de escritório com capacidade para 23 pessoas e sala para reunião. 

No convés superior estão a copa, refeitório, espaço de convivência, banheiros e dormitórios para 25 pessoas. Na tijupá estão instalados os painéis fotovoltaicos, aparelhos flutuantes, condensadores, caixa d’água e mirante inferior e superior. Cada estrutura foi construída de forma adaptada para a realidade do local onde será instalada, podendo contar com uma infraestrutura terrestre de apoio.

Por Portal da Navegação, via Agência Pará.

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