CMG Daniel, Paulo Frazão, Costeira, Barbeito, VA Batista, Ornei e CA José Fábio.

NAVEGAÇÃO EM FOCO – Base Naval de Val-de-Cães tem novo Comandante.

A Cerimônia de Passagem de Comando da Base Naval de Val-de-Cães foi realizada na última segunda-feira (5). Na ocasião, o Capitão de Mar e Guerra Daniel Junior Silva da Costa assumiu o comando da unidade, em substituição ao CMG Sidney Gouveia da Silva.
A cerimônia foi presidida pelo Vice-Almirante Adriano Batista, Comandante do 4º Distrito Naval, e contou com a presença do Contra-Almirante José Fábio Carneiro da Silva, Chefe do Estado-Maior do 4º Distrito Naval, além de representantes das Forças Armadas, titulares das Organizações Militares subordinadas ao Comando do 4º DN e membros da comunidade marítima, fluvial e portuária.
Natural do Pará, o novo Comandante da Base Naval, CMG Daniel Junior, já serviu em Belém no Grupamento Naval do Norte, ainda como Tenente. É casado com a Sra. Maria Luiza, sobrinha da ex-presidente da SOAMAR-PA, Sônia Guedes.

Cresce movimentação de cargas nos portos privados do Brasil.

Porto Chibatão, em Manaus: relevância da logística regional e da navegação interior.

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUP) do Brasil registrou crescimento de 13,6% em outubro de 2025, totalizando 78,7 milhões de toneladas, conforme dados da Antaq e da ATP. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho do Porto Chibatão, em Manaus, que cresceu 322,6% no período, graças à normalização das condições hidrológicas na Região Norte após uma estiagem severa em 2024.
Os granéis sólidos e líquidos apresentaram crescimento de 15,7% e 16,7%, respectivamente, enquanto a carga conteinerizada aumentou 12%, reforçando a importância dos TUPs na cadeia logística nacional. O retorno das operações regulares no Porto Chibatão, com maior previsibilidade e capacidade de atracação, permitiu a recomposição da base de cargas e retomada de fluxos anteriormente suspensos.
Outros terminais também se destacaram, como o Terminal Fronteira Norte, com crescimento de 285%, e o Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena, com alta de 217,5%, consolidando a tendência de recuperação e expansão entre os terminais privados.
Segundo a ATP, os resultados confirmam a relevância dos TUPs para o comércio exterior e a economia brasileira, destacando a capacidade de adaptação e a eficiência da iniciativa privada na logística portuária.

MARES & RIOS

SINDARPA – Após um ciclo de dois anos à frente da presidência do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre do Estado do Pará (SINDARPA), o armador Dário Pantoja encerrou sua gestão com reconhecimento do setor. Sua atuação foi marcada por forte capacidade administrativa, foco no fortalecimento da navegação paraense e construção de pontes institucionais que ampliaram o protagonismo da região no cenário nacional.
Como novo passo na carreira, Dário assume o cargo de diretor na Associação Brasileira de Armadores de Navegação Interior (ABANI), com sede em Brasília, onde continuará contribuindo ativamente para o desenvolvimento do setor naval e logístico brasileiro.

CRUZEIROS EM BELÉM – Janeiro de 2026 será um marco no turismo de cruzeiros na capital paraense, com a chegada de três embarcações internacionais que trazem visibilidade global para Belém e fomentam a economia local. Estão confirmadas as escalas do MS Volendam, da Holland America Line (12/01), com 1.400 passageiros; do sofisticado Oceania Vista (15/01), com capacidade para 1.200 hóspedes; e do exclusivo Azamara Quest (22/01), com 700 viajantes a bordo.
A escolha da capital paraense como rota desses cruzeiros destaca o potencial turístico da cidade, valoriza sua cultura e gastronomia e fortalece o papel do Porto de Outeiro como alternativa viável e estratégica, fruto de investimentos relacionados à COP30.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – Em um contexto global de transição para economias sustentáveis, o senador Jader Barbalho apresentou dois projetos estruturantes no Congresso Nacional. O primeiro propõe a criação da Lei Nacional de Transição Energética, com diretrizes, metas e mecanismos de governança voltados à expansão das energias limpas e à redução da dependência de combustíveis fósseis.
O segundo institui o Marco Nacional de Cidades Climáticas, iniciativa voltada a apoiar financeiramente e estruturalmente os pequenos e médios municípios frente aos desafios ambientais. A proposta busca reduzir desigualdades regionais e garantir que cidades menos desenvolvidas possam se planejar, reagir e se adaptar aos eventos climáticos extremos que têm se intensificado em todo o país.

FEMINICÍDIO – Apesar de avanços nos espaços de liderança, nas universidades e no mercado de trabalho, as mulheres brasileiras continuam sendo vítimas de uma epidemia silenciosa: a violência doméstica.
Em 2025, mais de 1.500 mulheres foram assassinadas, muitas vezes por seus companheiros ou ex-companheiros, dentro de suas próprias casas, com os filhos como testemunhas. Esse cenário reflete o desconforto de uma parcela de homens diante da crescente autonomia feminina. Leis importantes como a Maria da Penha, medidas protetivas e o endurecimento das penas não têm sido suficientes para frear essa realidade.
Especialistas apontam que a transformação só virá com educação de base, começando nas escolas, famílias e instituições religiosas, promovendo uma cultura de respeito, equidade e empatia em todas as esferas sociais.