Corredor fluvial garante abastecimento na Região Norte mesmo durante estiagem e lidera escoamento de grãos e combustíveis.
A Hidrovia do Madeira transportou 12,1 milhões de toneladas de mercadorias em 2025, um crescimento de 20,4% em relação ao ano anterior, impulsionando o abastecimento na Região Norte e contribuindo para a manutenção de empregos e da cadeia produtiva regional, informou o Ministério de Portos e Aeroportos.
Mesmo diante de períodos de estiagem, o corredor que liga Porto Velho (Rondônia) à foz do rio Madeira, e de lá ao Rio Amazonas e aos portos do Arco Norte, manteve o fluxo regular de transporte de combustíveis, alimentos e grãos ao longo de 2025, reforçando a importância da via para mercado interno e exportações.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os principais produtos movimentados foram soja (7 milhões de toneladas), milho (3 milhões) e petróleo (1 milhão), refletindo o papel crucial da hidrovia para o escoamento da produção agrícola do Centro‑Oeste brasileiro e o fornecimento de bens essenciais às comunidades ribeirinhas.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o desempenho da Hidrovia do Madeira em 2025 evidencia a importância da infraestrutura hidroviária para o desenvolvimento regional. Ele ressaltou que a continuidade das operações, mesmo diante de desafios climáticos, é fundamental para proteger o abastecimento, sustentar empregos e garantir renda para milhares de famílias que dependem dessa atividade.
A regularidade do transporte ao longo do ano foi possível graças ao monitoramento contínuo das condições de navegação e ações técnicas coordenadas entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Antaq e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, esse acompanhamento é essencial para reduzir riscos e dar maior previsibilidade às operações.
A robustez da hidrovia não apenas reduz custos logísticos e amplia a competitividade econômica da região, mas também reforça a integração entre grandes centros produtores e portos exportadores, contribuindo para a estabilidade econômica e para o atendimento regular das necessidades da população nos municípios ribeirinhos.
Por Portal da Navegação, via FRANCÉS NEWS.
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