O Pedral do Lourenço e a hipocrisia global: enquanto a China avança, o Brasil estagna.

Por Fábio Maia

No dia 3 de julho de 2025, o TRF-1 suspendeu as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, um trecho de 30 km na Hidrovia do Tocantins que poderia operacionalizar o transporte fluvial, beneficiando milhões de brasileiros. Essa decisão, tomada a pedido do Observatório do Clima, é mais um capítulo da guerra contra o progresso travada por um ambientalismo destrutivo que só vê o Brasil como um quintal a ser trancado. Enquanto isso, na China, a transposição de águas entre o sul e o norte do país, um projeto de 1.200 km que funciona como hidrovia, beneficiou cem milhões de pessoas sem que ONGs protestassem ou que houvesse qualquer barreira legal. Essa contradição gritante revela a hipocrisia global: só o Brasil é cobrado, criticado e paralisado, enquanto a verdadeira motivação parece ser a estagnação da nossa economia.

A obra hidroviária chinesa, como mostra a foto acima, à esquerda, é um exemplo de como um país pode priorizar o desenvolvimento sem se curvar a pressões externas. Com um investimento de mais de 500 bilhões de yuan (equivalente a mais de 70 bilhões de dólares), a China canalizou 44,8 bilhões de metros cúbicos de água por ano, aliviando a seca no Norte e impulsionando a economia. Não houve IBAMA chinês, MPF chinês ou Justiça Federal chinesa tentando impedir, porque lá o progresso é visto como um direito, não como um crime. Aqui, no entanto, a remoção de pedras no Pedral do Lourenço, que poderia tornar navegável um trecho crucial do Tocantins, está parada há 20 anos, travada por instituições que parecem mais preocupadas em agradar agendas internacionais do que em resolver os problemas reais do povo brasileiro.

Essa paralisia não é isolada. No Pará, projetos de infraestrutura que poderiam gerar empregos e melhorar a qualidade de vida são constantemente barrados em nome da preservação, enquanto a miséria rural persiste. Comunidades ribeirinhas, que dependem do rio para sobreviver, são as primeiras a sofrer com a falta de acesso a mercados e serviços básicos. A suspensão do Pedral do Lourenço agrava essa situação, deixando agricultores sem saída para seus produtos e famílias sem perspectivas de um futuro melhor. Enquanto isso, a COP 30, marcada para novembro de 2025 em Belém, será mais um palco para discursos hipócritas, onde o Pará será elogiado por sua preservação, mas condenado por tentar se desenvolver.

A incoerência nos discursos é flagrante. A China, com sua megaprodução industrial e emissões recordes de carbono, é celebrada por suas obras de infraestrutura, enquanto o Brasil, que detém 60% da Amazônia e é crucial para o equilíbrio climático global, é paralisado por qualquer projeto que traga progresso. O ambientalismo destrutivo não é sobre proteger a natureza; é sobre manter o Brasil subdesenvolvido, dependente e incapaz de competir no cenário global. ONGs como o Observatório do Clima, financiadas por interesses estrangeiros, têm mais poder que nossos 513 deputados e 81 senadores, como alertou o senador Plínio Valério. Essa realidade envergonha nossa democracia e ameaça nosso futuro.

Chega de sermos tratados como figurantes nesse filme sádico do ambientalismo destrutivo! É hora de erguer a voz contra essas decisões que paralisam o Brasil e de cobrar dos nossos representantes uma postura firme. O Pedral do Lourenço não é um luxo, é uma necessidade. Se o TRF-1 e o Observatório do Clima insistem em nos prender ao atraso, que o povo do Pará mostre nas urnas de 2026 que sabe defender seu futuro. A luta pela soberania e pelo progresso não pode parar, e a suspensão dessa obra será lembrada como um dos maiores erros contra nossa região, a menos que a gente mude essa história agora.

Por Portal da Navegação, via O Impacto.