
Os navios de cruzeiro que chegaram a Belém para reforçar a hospedagem durante a COP 30 já deixaram o porto após cumprirem sua missão. Durante o evento, embarcações como o MSC Seaview e o Costa Diadema funcionaram como verdadeiros hotéis flutuantes, oferecendo milhares de leitos adicionais para participantes, delegações internacionais, voluntários e equipes técnicas.
A operação marcou um momento inédito para a capital paraense, que recebeu navios desse porte especialmente para suprir a demanda excepcional de visitantes. As embarcações atraíram a curiosidade da população, movimentaram o Terminal Portuário de Outeiro e demonstraram o potencial de Belém para receber grandes eventos. Com o encerramento da conferência, os navios seguiram viagem, deixando para trás uma experiência logística bem-sucedida e uma lembrança marcante da passagem desses gigantes do mar pelo Pará.
Estiveram presentes na cerimônia de despedida dos navios o presidente da CDP, Jardel Silva; o Vice-Almirante Batista, comandante do 4º Distrito Naval; o CMG Pimentel, Capitão dos Portos; e o CMG José Fábio, Chefe do Estado-Maior do Distrito, entre outros militares e convidados.
O Retrato da COP 30 na Capital Paraense.

A COP 30 deixou um legado marcante em Belém, tanto pela transformação urbana quanto pela projeção internacional da cultura local. As obras de mobilidade, as revitalizações de espaços públicos e as melhorias em áreas centrais aceleraram mudanças esperadas há anos, trazendo benefícios permanentes à população. Paralelamente, a conferência abriu espaço para que artistas paraenses — especialmente aqueles que vivem e produzem na cidade todos os dias, e não apenas em períodos festivos — ganhassem visibilidade global. A culinária paraense também brilhou como protagonista: chefs, pequenos produtores, quituteiras e mestres da cozinha regional tiveram a chance de mostrar ao mundo sabores, técnicas e tradições que fazem do Pará uma das gastronomias mais ricas e autênticas do Brasil.
Apesar dos méritos culturais, a COP enfrentou desafios que marcaram a experiência dos participantes. Nos primeiros dias, falhas na Blue Zone e Green Zone geraram desconforto, com ausência de água em alguns pontos, climatização deficiente e dificuldades operacionais que destoaram da grandeza do evento. O incêndio registrado na área da conferência intensificou a preocupação e acabou afastando parte do público da programação final, inclusive do encerramento. Esses problemas mostraram que, embora Belém tenha superado expectativas em hospitalidade e participação popular, a execução de um evento global exige uma logística absolutamente rigorosa.
Por outro lado, um aspecto chamou atenção internacionalmente: em uma conferência historicamente marcada por debates climáticos profundos, esta foi uma das poucas COPs em que quase não se falou sobre combustíveis fósseis — justamente o tema central da crise ambiental contemporânea. A ausência de referências mais sólidas no texto final da conferência, que deixou de tocar diretamente no enfrentamento a essas matrizes energéticas, gerou estranhamento entre delegados e especialistas. Ainda assim, Belém cumpriu seu papel como anfitriã, projetando ao mundo sua cultura, sua arte, sua gastronomia e sua força amazônica, ao mesmo tempo em que expôs desafios organizacionais que servirão como aprendizado para futuras agendas internacionais.
MARES & RIOS
MINÉRIOS – Empresas da área de mineração devem marcar presença em Brasília, no próximo dia 25, terça-feira, para o lançamento da Associação dos Minerais Críticos, com vistas a desenvolver o setor ainda pouco explorado e que tem crescido de importância no cenário internacional. O Brasil detém uma das maiores reservas desses minérios como lítio, níquel, terras raras, grafites e outros.
INDÍGENAS – Mais de três mil indígenas de diversas etnias que participaram da COP 30, capitaneados pelo cacique Raoni, comemoram o reconhecimento, pelo Governo Federal, de suas terras, algo em torno de dois milhões de hectares, algumas delas bastante danificadas pelo garimpo ilegal, invasores e madeireiros.
O deputado federal Airton Faleiro ainda liberou três milhões de reais em emendas parlamentares aos povos originários paraenses, na presença da ministra Sônia Guajajara, recursos esses para promover políticas públicas nas áreas da saúde e educação.
CARNAVAL – Passada a COP 30, Belém começa a retornar à sua rotina normal, e já está na hora de a Prefeitura começar a tratar do Carnaval de Belém do próximo ano. É preciso definir a data em que será realizado o desfile oficial das Escolas de Samba, principalmente do Grupo Especial, onde está a atual campeã do carnaval paraense: a Império de Samba Quem São Eles, a Águia Guerreira do bairro do Umarizal.
CONVITE – O colunista registra o convite do 4º Distrito Naval para a cerimônia de encerramento do Programa de Segurança da Navegação – 2025, que será realizada no dia 2 de dezembro, às 17h. O evento é promovido pelo Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista e pelo Capitão dos Portos da Amazônia Oriental, CMG Alexandre Batista Pimentel.
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