9º Distrito Naval mobiliza navios Amapá e Rondônia, helicóptero UH-12 e apoio da SSP-AM e do CENSIPAM para conter pirataria fluvial e proteger rotas logísticas no Rio Madeira.
MARCELO BARROS
O Rio Madeira, uma das principais artérias logísticas da Amazônia, voltou ao foco da segurança pública. A escalada da pirataria fluvial elevou riscos para tripulações e pressionou custos, especialmente no transporte de combustíveis.
Para conter os ilícitos, a Marinha do Brasil intensificou patrulhas e inspeções a partir de 21 de novembro, em coordenação com a SSP-AM. A ação cobre trechos sensíveis da calha, onde o acesso é difícil e a vulnerabilidade é maior.
Com navios, helicóptero e apoio de geointeligência, a presença do Estado foi reforçada e já produz efeito dissuasório. Balanços iniciais apontam abordagens e apreensões em curso, segundo dados oficiais da Marinha do Brasil.
Meios navais e vigilância integrada.
Conduzida pelo 9º Distrito Naval, a operação emprega os Navios-Patrulha Fluvial Amapá e Rondônia, além da aeronave UH-12 do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste.
Equipes de Inspeção Naval da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental e das Agências de Itacoatiara, Porto Velho e Humaitá atuam com a Ariranha, da SSP-AM, e com o suporte do CENSIPAM, elevando a detecção de ilícitos.
Resultados imediatos e métricas de atuação.
Desde o início da intensificação, foram 26 embarcações abordadas, com registro de uma notificação e uma apreensão. Não houve prisões até o momento, e as equipes mantêm fiscalização contínua e presença ostensiva.
Durante as patrulhas, diversas dragas foram identificadas em atividade ilegal, tanto próximas às margens quanto no leito do rio. Em vários casos, os ocupantes abandonaram os equipamentos e fugiram pela mata ao avistar as equipes.
Relevância social e econômica da rota.
O Rio Madeira integra o corredor que abastece a Região Norte com combustíveis, alimentos e insumos estratégicos. A proteção da via reduz riscos para tripulações e ajuda a estabilizar custos logísticos em rotas críticas.
Ao ampliar a presença naval, o Estado reforça a segurança da navegação e a continuidade de cadeias essenciais. A medida beneficia transportadores, comunidades ribeirinhas e o mercado regional, que dependem de fluxos regulares.
Próximos passos e desdobramentos.
A operação tende a se manter com foco nos trechos mais vulneráveis e na cooperação com órgãos estaduais. A integração de meios navais, aéreos e de inteligência deve ampliar a resposta à pirataria fluvial e a crimes ambientais.
Com o sinergismo entre Marinha do Brasil, SSP-AM e CENSIPAM, a expectativa é consolidar presença permanente, inibir quadrilhas especializadas e fortalecer a governança sobre a calha do Madeira e afluentes prioritários.
Por Portal da Navegação, via DEFESA TV.
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