Com maior produtividade da soja, colheita de grãos deve alcançar novo recorde.

Conab aumentou estimativa de produção da safra 2025/26 para 356,3 milhões de toneladas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou em 0,8% sua estimativa de produção de grãos do Brasil na safra 2025/26, em comparação à projeção de março, para 356,3 milhões de toneladas, um novo recorde histórico. Os dados fazem parte do 7º Levantamento de Grãos para o ciclo atual, divulgado nesta terça-feira (14/4).

Na comparação com a safra 2024/25, a projeção atual equivale a um incremento de 1,2%, assim como aumento de 4,1 milhões de toneladas. Em relação ao levantamento anterior, a estimativa mais recente da Conab é maior em 2,9 milhões de toneladas.

“Caso o resultado se confirme, este será um novo recorde no volume a ser colhido pelos produtores brasileiros”, disse a Conab em comunicado.

O gerente de acompanhamento de safras da companhia, Fabiano Borges de Vasconcellos, disse que o incremento da produção de grãos se deve especialmente ao ajuste de produtividade da soja e alterações pontuais de área de outras culturas.

A estatal elevou em 0,2% sua estimativa de área semeada com grãos no país na safra 2025/26, em relação ao levantamento passado, para 83,3 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2% em comparação à área plantada em 2024/25.

Já a produtividade média na produção de grãos deve chegar a 4,276 toneladas por hectare, 0,8% abaixo das 4,310 toneladas por hectare registradas no ciclo anterior, ainda que 0,6% superior ao projetado pela estatal em março. Mesmo com a redução prevista, este é o segundo melhor desempenho médio nacional já registrado pela série histórica da companhia, disse a Conab em seu comunicado.

A companhia prevê uma nova produção recorde para a soja, de 179,2 milhões de toneladas, 0,7% superior à projeção de março e 4,5% maior do que a produção da safra 2024/25.

“A redução das precipitações em março garantiu melhores condições de campo para que a colheita pudesse evoluir, chegando a 85,7% da área. Mesmo com importantes estados produtores de soja apresentando um desempenho médio inferior ao registrado no ciclo passado, a produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa foi a melhor já registrada, projetada neste ciclo em 3.696 quilos por hectare”, afirmou a Conab no comunicado.

A atual produtividade média projetada é 0,7% maior do que as 3,672 toneladas por hectare esperadas em março e 2% superior à de 2024/25. A Conab também aumentou a previsão de área plantada com a oleaginosa, de 48,438 milhões de hectares no mês passado para 48,472 milhões de hectares agora.

Milho

Para o milho, a Conab espera uma produção total de 139,6 milhões de toneladas, recuo de 1,1% em relação ao ciclo anterior, ainda que 0,9% maior do que a projeção de março.
A Conab explicou que enquanto o cultivo da primeira safra do grão registrou uma elevação na área, estimada em 4,1 milhões de hectares, que se reflete em uma alta da produção que pode chegar a 28 milhões de toneladas, a segunda safra do cereal deve chegar a 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% em relação ao volume obtido na temporada 2024/25, ainda que 0,6% maior do que a projeção da Conab em março.
A semeadura do segundo ciclo do milho está em fase conclusiva, e as lavouras se encontram desde a germinação à floração, confore a Conab.

Algodão

A Conab elevou em 1,3% sua previsão de produção de algodão em pluma do Brasil na safra 2025/26, para 3,843 milhões de toneladas. O número ainda representa uma redução de 5,8% na comparação com a produção da pluma em 2024/25. Os dados fazem parte do 7º Levantamento de Grãos da temporada atual.
A produtividade média de algodão em 2025/26 está projetada em 1,883 tonelada por hectare, 0,1% menor do que a prevista no levantamento de março e 3,8% abaixo da apurada no ciclo anterior. A área plantada está prevista em 2,041 milhões de hectares, 1,4% acima do projetado em março mas ainda 2,1% menor do que a área de 2024/25.

Trigo

A Conab cortou em 4,2% sua estimativa de produção de trigo em 2025/26, para 6,616 milhões de toneladas, volume que se confirmado será 16% menor do o colhido na safra anterior. Com a projeção de produtividade praticamente mantida em relação a março, em 2,979 toneladas por hectare — 7,5% inferior à da temporada passada —, a Conab reduziu em 4,2% sua previsão de área plantada com o cereal, para 2,220 milhões de hectares, 9,9% menor do que a cultivada em 2024/25 com a cultura.

Arroz

No caso do arroz, a estatal cortou em 0,5% sua projeção, para uma safra total de 11,117 milhões de toneladas, em relação a 11,177 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior. A projeção atual representa um recuo de 12,9% em comparação à produção de 2024/25, de 12,757 milhões de toneladas.
A produtividade média das lavouras de arroz foi revista para cima em 0,4% em relação ao mês passado, para 7,248 toneladas por hectare, mas a estimativa de área cultivada foi cortada em 1%, para 1,533 milhão de hectares. Na comparação anual, a produtividade média esperada é 0,2% superior enquanto a área plantada é 13,1% menor.

Feijão

Quanto ao feijão, a Conab reduziu em 0,5% a estimativa de produção total do grão na temporada atual, em relação a março, para 2,902 milhões de toneladas. O número é 5,2% menor do que o da produção de 2024/25.
A previsão de produtividade média foi cortada em comparação à de março em 0,6%, para 1,124 tonelada por hectare, que é 1,1% menor do que o rendimento apurado na temporada passada. A projeção de área total plantada com feijão no país foi elevada em 0,1%, para 2,583 milhões de hectares, ainda 4,1% menor do que a área cultivada com o grão em 2024/25, de 2,693 milhões de hectares.

Por Portal da Navegação, via Globo Rural.