Os trabalhos para a retirada de uma enorme rocha, próximo a um dos berços de atracação de navios no Porto de São Francisco do Sul, foram retomados nesta semana.
A obra, uma das mais esperadas pela comunidade portuária, está sendo executada em duas etapas: iniciou em janeiro e durou um mês, para evitar a paralisação por um longo período do berço onde atracam os navios graneleiros.
Agora, com o fim da safra de soja, o trabalho recomeçou. Objetivo é remover um afloramento rochoso de 370 m3, equivalente ao tamanho de cinco contêineres.
A pedra se encontra a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Com a remoção, busca-se alcançar a profundidade de 14 metros no local.
Atualmente, as embarcações têm que fazer uma manobra extra para continuar o carregamento (e evitar que o fundo da embarcação encoste na rocha), o que aumenta o tempo e o custo de operação, que pode chegar a R$ 100 mil por atracação.
Além disso, o aumento na profundidade permitirá o embarque de mais 1,5 mil toneladas de mercadorias por cada navio.
A derrocagem usa métodos mecânicos de alta precisão, sem o uso de explosivos, atendendo a uma condicionante da licença ambiental do Ibama. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos fragmentam a rocha submersa e um guindaste vai remover o material. Esta técnica minimiza o impacto ambiental e garante a segurança de toda a operação.
“O planejamento do Porto tem sido essencial para a conclusão deste trabalho. É uma obra aguardada há muito tempo e trará um ganho de produtividade e eficiência para as operações do Porto de São Francisco do Sul”, disse o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.
“A derrocagem tem impacto direto no desenvolvimento portuário de Santa Catarina, pois contribui para a eficiência operacional e reforça a segurança e a sustentabilidade ambiental”, afirma o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.
Por Assessoria.
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