O Exército Brasileiro oficializou a mudança do nome do Comando Militar do Norte (CMN), que passa a se chamar Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO). A nova designação reforça a identidade histórica, cultural e estratégica da Instituição com a Região Amazônica.
A alteração resgata a trajetória da presença militar brasileira na Amazônia Oriental, ligada à consolidação da soberania nacional desde o período colonial.
O Exército teve papel decisivo na defesa da foz do rio Amazonas e na ocupação do território, marcada pela construção de importantes fortificações como o Forte do Presépio, em Belém, e a Fortaleza de São José, em Macapá.
O nome muda, mas a área de atuação permanece a mesma. O CMAO mantém a responsabilidade sobre os estados do Pará, Amapá, Maranhão e o norte do Tocantins. Esta jurisdição é considerada vital para a Defesa Nacional, abrangendo a proteção de fronteiras e a salvaguarda de ativos estratégicos, como as riquezas minerais, hídricas e ambientais da Amazônia.
Acompanhando a nomenclatura, o Comando apresentou sua nova identidade visual. O símbolo preserva elementos tradicionais, mas incorpora a figura da onça-pintada, o símbolo máximo do guerreiro de selva do Exército Brasileiro. A mudança reforça a imagem de prontidão, força e capacidade operacional em ambiente de selva.
Para o Exército, a alteração busca ampliar o sentimento de pertencimento entre os militares e os amazônidas. A sede do Comando permanece em Belém e continua operando na Rua João Diogo, nº 458, em frente à Praça da Bandeira.
Entre o Oceano e a Sociedade.

Portugal e Brasil falam constantemente sobre o mar. Mas elas são realmente sociedades marítimas – ou apenas sociedades costeiras? Há uma diferença.
Uma sociedade costeira vive à beira do oceano. Uma sociedade marítima vive através dele. Hoje, tanto Portugal quanto Brasil celebram o Atlântico em sua história, campanhas turísticas e ambições geopolíticas. Falamos sobre economia azul, identidade marítima, sustentabilidade e estratégia oceânica.
No entanto, a maioria dos cidadãos permanece desconectada do mar na prática. O turismo de praia está crescendo. Mas a cultura náutica, a alfabetização oceânica, a educação náutica e a participação pública marítima continuam limitadas e frequentemente socialmente exclusivas. Isso cria um paradoxo: países historicamente moldados pela navegação estão produzindo gerações que raramente navegam.
Em nosso artigo mais recente para o Centro Geopolítico Atlântico, exploramos por que o lazer marítimo não é apenas lazer, mas também: educação cívica, consciência ambiental, cultura geopolítica, cidadania oceânica e soberania estratégica.
O futuro do Atlântico não dependerá apenas de portos, poder naval ou energia offshore. Também dependerá se as sociedades reconstruírem uma relação significativa com o próprio oceano.
Texto enviado por Artur Victoria, presidente da Soamar Brasil/Lisboa.
MARES & RIOS

IDADE NOVA – Nosso xará Luiz Pinheiro (foto), CEO da empresa de navegação Master Motors, comemora 70 anos nesta terça-feira, reunindo amigos e familiares para as comemorações e avanços da empresa, a primeira a implantar lanchas rápidas para o Marajó, com viagens seguras e rápidas, com duas horas de duração. As lanchas da empresa, Golfinho e Campeão, são dotadas de toda a estrutura para oferecer segurança e conforto aos passageiros.
RODOVIAS – O deputado federal Airton Faleiro reuniu-se com a direção do DNIT, em Brasília, pedindo medidas urgentes para manter a trafegabilidade das rodovias federais do Mato Grosso até Itaituba e da Transamazônica, fundamentais para escoar a safra de grãos e manter a movimentação de cargas e passageiros da região.
Airton vem de família produtora rural e conhece a dificuldade da logística regional impedindo o Pará de ser um dos mais importantes portos de commodities para outros continentes.
FEBTUR – A Federação Brasileira de Turismo do Pará (Febtur), estará presente ao Encontro Nacional da entidade, que será realizado nesta semana em Porto Seguro, na Bahia, com mais de 130 participantes de todo país, destacando as principais atrações turísticas do estado como o Marajó, Marabá, Santarém e a costa atlântica.
O Hotel Ilha do Marajó, de Soure, vai oportunizar o evento para divulgar o complexo turístico mais sofisticado da região, com alta gastronomia, esporte, lazer e cultura, valorizando os grupos de carimbó.

SOCIAL – O Coronel Ângelo Schotta e a esposa Simone Schotta festejaram seus aniversários com muito carinho pela família e amigos mais próximos, ambos marcaram mais um ciclo vitorioso em suas caminhadas de vida. O evento aconteceu no restaurante Afluar, o casal aniversariante do final de semana recepcionou os convidados com muita fidalguia.
FUTEBOL – O clássico paulista do último domingo entre Corinthians e São Paulo, times de grandes torcidas, teve menos de 38 mil pagantes, enquanto o Clube do Remo, recebendo o Palmeiras no Mangueirão, levou 40.629 torcedores, recorde de público da Série A no estádio, mesmo debaixo de forte chuva e em pleno Dia das Mães.
A renda também chamou atenção: enquanto Atlético Mineiro e Botafogo, na despedida do ídolo Hulk, registraram 33 mil pagantes e arrecadação de R$ 1,7 milhão, o Mangueirão ultrapassou R$ 3,8 milhões, com o Remo ficando com cerca de R$ 2,8 milhões líquidos, já descontadas despesas de arbitragem e logística.
Mas essas informações raramente chegam ao grande público, ficando restritas aos sites da Federação Paraense e dos clubes. A imprensa esportiva segue priorizando imagens e entrevistas, enquanto bastidores, números e temas polêmicos acabam omitidos pelas assessorias e pela correria do fechamento das matérias.
O futebol continua sendo uma verdadeira caixa-preta de dirigentes, empresários e lobistas que muitas vezes utilizam a paixão popular em benefício próprio. Estamos de olho.
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