Primeira exportação direta para os Estados Unidos ocorrerá ainda em junho. Amazonbai possui 141 cooperados em comunidades na foz do Rio Amazonas.
Extrativistas do Arquipélago do Bailique, no litoral do Amapá, trabalham com o manejo florestal comunitário e têm impulsionado a produção de açaí, um dos frutos mais consumidos na região norte do país. A cooperativa Amazonbai, que reúne 141 ribeirinhos da região, vai realizar este mês a primeira exportação direta de açaí liofilizado (açaí em pó) para os Estados Unidos.
De acordo com a cooperativa, a contratação inicial foi de 10 toneladas do produto. A venda para os estadunidenses deve garantir um valor de até R$ 2,4 milhões por mês aos ribeirinhos.
“É um produto novo que a gente tá lançando no mercado com inovação, tecnologia e buscando agregação de valor pro nosso produto. Ele é bem procurado na indústria de cosméticos e farmacêuticos como incapsulados, por exemplo”, descreveu Amiraldo Picanço, presidente da Amazonbai.
A produção é transportada do Bailique por cerca de 12 horas em uma embarcação até a cidade de Macapá. Depois, o produto é levado em um veículo até a fábrica da Amazonbai, onde ocorre o processo de branqueamento.
A extrativista Simone Lobato Calandrini, de 31 anos, é uma das cooperadas e disse estar feliz com a produção deste ano. Ele descreveu que coleta o fruto desde a adolescência e contou que o trabalho tem garantido o sustento da família.
“A produção do açaí é muito boa. No começo eu tinha bastante dificuldade de subir, porque eu me apertava muito no açaizeiro e arranhava meu braço. Mas agora consigo subir e até pegar os cachos de dois açaizeiros”, disse a extrativista.
A cooperativa já possui o selo internacional FSC de Manejo Florestal e Cadeia de Custódia, que é uma certificação pioneira para a cultura do açaí.
Por Portal da Navegação, via G1.
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