Em compromisso institucional realizado no Amapá, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, ressaltou o fortalecimento das ações conjuntas entre a Marinha do Brasil e a Companhia Docas de Santana (CDSA). Segundo o Almirante, a parceria tem se destacado como um eixo fundamental para o desenvolvimento da atividade marítima na região Norte, especialmente no que se refere à proteção da soberania nacional e ao exercício da Autoridade Marítima.
Durante o encontro, o Almirante Olsen enfatizou que o estreitamento das relações com esse corredor estratégico para o tráfego marítimo e para a logística regional tem recebido atenção especial por meio de iniciativas colaborativas que ampliam a segurança, a fiscalização e o ordenamento das operações na área portuária.
A atual gestão da CDSA foi elogiada por sua atuação forte, participativa e alinhada às diretrizes de modernização do setor. Entre os avanços destacados estão o processo de expansão das operações portuárias, a ampliação da capacidade logística e as melhorias estruturais nos píeres — iniciativas consideradas essenciais para o aumento da competitividade e da segurança das atividades marítimas no Amapá.
O Vice-Almirante Batista, Comandante do 4º Distrito Naval, também reforçou a importância da colaboração entre a Marinha e a CDSA, afirmando que a união de esforços tem permitido ampliar a presença institucional na região e assegurar condições adequadas para o desenvolvimento sustentável da navegação. A parceria entre as duas instituições segue consolidando um modelo de gestão integrado, voltado para a proteção da Amazônia Azul e para o fortalecimento das atividades portuárias e marítimas do país.
ATP conquista selo GPTW pelo terceiro ano consecutivo.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) recebeu a certificação Great Place to Work (GPTW), que reconhece instituições com as melhores práticas de gestão de pessoas e clima organizacional. A ATP foi a primeira entidade do setor portuário brasileiro a obter o selo internacional, concedido por uma consultoria global presente em 170 países.
A avaliação é realizada por meio de uma pesquisa anônima com os colaboradores, que analisa dimensões como credibilidade, respeito, imparcialidade e orgulho — pilares que compõem a cultura de confiança. Nesta edição, a ATP alcançou nota superior a 90 (em um total de 100 pontos), reforçando a consistência de suas práticas internas.
Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, o resultado demonstra o compromisso da associação com sua equipe e com os terminais associados desde sua fundação, em 2013. “A criação de um ambiente de trabalho saudável e a promoção do bem-estar dos nossos colaboradores são compromissos permanentes da ATP. Essa certificação reafirma que estamos no caminho certo”, afirma.
Reconhecido mundialmente, o selo GPTW tornou-se uma referência de qualidade no ambiente de trabalho. Segundo a certificadora, sua metodologia já foi aplicada em mais de 21 mil empresas e instituições ao redor do mundo.
MARES & RIOS
MEL – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) promoveu, nesta quarta-feira (10), uma reunião técnica decisiva com representantes da Federação das Associações de Apicultores do Estado do Pará (Fapic-PA) e do Instituto Amazônia+. O encontro, realizado no Núcleo de Tecnologias Sociais e Resiliência Climática, teve como objetivo discutir ações inovadoras para o fomento e o fortalecimento da cadeia produtiva do mel na Amazônia paraense, sob a coordenação de Raul Protázio, titular da Semas.
DIA DO MARINHEIRO – Na última sexta-feira (12), foi realizada a apresentação da Banda de Música do 4º Distrito Naval, formada por militares do Corpo de Fuzileiros Navais. O evento, ocorrido no Shopping Pátio Belém, celebrou o Dia do Marinheiro. Além da banda, também se apresentaram as crianças do Projeto de Música das Voluntárias Cisne Branco, seguidas por um show do mestre Pinduca, que cantou seus grandes sucessos acompanhado pela Banda da Marinha, levando o público ao delírio. Muitos casais dançaram ao som das músicas do rei do carimbó. O Vice-Almirante Batista, Comandante do 4º Distrito Naval, marcou presença na celebração.
ENCONTRO – No último domingo, na sede campestre da Tuna Luso Brasileira, ex-funcionários dos bancos Sul Brasileiro e Meridional, sob a coordenação de Geraldo Coelho e Rosângela Coelho, realizaram um animado reencontro de velhos amigos, relembrando histórias e saudades dos tempos de trabalho conjunto. O colunista, antes de se tornar prático, integrou esse grupo como funcionário do extinto Banco Sul Brasileiro.
Os encontros da turma aconteciam aos sábados, no campo do Brasileiro, no bairro do Coqueiro. Pela manhã, havia a tradicional pelada, da qual participava o gerente-geral, Sr. Motta — e quem jogava com ou contra ele sabia que era preciso deixá-lo marcar gols. À tarde, era a vez do time oficial do banco disputar partidas no Campeonato Paraense de Peladas, organizado pelo saudoso João Adário. Minha função era comprar e descascar as laranjas do time, já que, sendo ruim de bola, não havia vaga para mim em campo.
SUPER COMBOIO – A Marinha do Brasil certificou, após um teste de 12 horas, um dos maiores comboios já avaliados nos estreitos do Arquipélago do Marajó, representando um avanço logístico relevante para o Arco Norte. Com 350 metros de extensão e formado por 20 balsas, o comboio transportou cerca de 40 mil toneladas de milho, navegando com estabilidade e segurança em um dos trechos mais críticos da Amazônia — rota estratégica para o escoamento de grãos. A homologação ajusta normas e comprova a viabilidade de comboios de maior porte nos furos do Itaquara, Limão, Tajapuru e Boiuçu, conforme divulgado pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR).
A operação foi simulada em ambiente real, com avaliação de aspectos como hidrodinâmica, estabilidade em curvas, velocidade segura e interação com margens, sempre com foco na segurança da navegação e na prevenção da poluição hídrica. A navegação contínua ao longo das 12 horas confirmou a compatibilidade da embarcação com as condições específicas da hidrografia local.
A homologação representa um marco para o Arco Norte — corredor logístico vital para a exportação de soja e milho do Centro-Sul — ao permitir maior capacidade por viagem, redução de custos logísticos e aumento da competitividade internacional. O eixo Miritituba–Vila do Conde torna-se mais robusto, com menor tráfego de embarcações de pequeno porte, redução de riscos, maior fluidez operacional e mais previsibilidade para produtores, transportadores e terminais portuários.
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