A dragagem do rio Tapajós reflete o conflito entre o desenvolvimento das exportações e a preservação do meio ambiente.
O plano de dragagem do leito do rio, que pretende perenizar o transporte fluvial entre o porto de Miritituba, em Itaituba, e o porto de Santarém, com pontos críticos como o trecho entre Fordlândia e Aveiro, Tabuleiro de Monte Cristo (em Aveiro) e os trechos de Alta e Baixa Ria.
A iniciativa é essencial para escoar milhões de toneladas de grãos do Centro-Oeste, mas, segundo especialistas, pode impactar a vida de ribeirinhos, indígenas e povos originários. Esses impactos, no entanto, não podem barrar o progresso e o desenvolvimento da região e podem ser resolvidos caso haja interesse das partes envolvidas.
A dragagem será coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pelo DNIT, com edital já anunciado e aguardando propostas de empresas interessadas. O processo de limpeza envolve a remoção de sedimentos como areia, lama, pedras e resíduos químicos como o mercúrio, amplamente utilizado em garimpos ilegais na região.
Segundo ambientalistas, a obra pode ser implementada à força, sem consulta prévia às lideranças indígenas, quilombolas e extrativistas, comprometendo inclusive o turismo – uma das principais cadeias econômicas da região. A Coluna defende o desenvolvimento regional, desde que respeite o meio ambiente e as populações locais, e acredita que autoridades e empresas responsáveis agirão com clareza e buscarão formas adequadas de execução, com o menor impacto possível.
Segurança e desenvolvimento na ZP-01.

O Conselho Técnico da ZP-01 desempenha papel estratégico no apoio direto à Autoridade Marítima, oferecendo suporte técnico qualificado para subsidiar decisões fundamentais, com foco prioritário na segurança da navegação. Sua atuação inclui a elaboração de relatórios de análise prévia de empreendimentos, emissão de pareceres técnicos especializados, participação em simulações de manobras exigidas pela Autoridade Marítima, além do assessoramento técnico contínuo aos Práticos da Zona de Praticagem, garantindo maior eficiência e segurança nas operações.
Com base em diretrizes da PIANC e outras instituições de reconhecimento internacional, o Conselho tem como objetivo promover o desenvolvimento seguro e sustentável da ZP-01. Os resultados são expressivos: aumento do calado na Barra Norte do Rio Amazonas, viabilização do Terminal de Uso Privado (TUP) do Amapá para operações com graneleiros e petroleiros, ordenamento do fundeadouro de Santarém (PA), implantação de quadros de boias para transbordo, atracação de navios-tanque em Santarém, canal de acesso dragado no Porto de Juruti, boias no Porto de Parintins (AM) para cruzeiros e terminais flutuantes em Itacoatiara (AM), além de reforço às operações de transbordo no fundeadouro da mesma cidade.
Com atuação dos Práticos Alvim, Caiaffa, Gual, Kaltenback, Luiz Omar, Serra e Renato, o Conselho assegura suporte técnico integral aos tomadores de serviços, promovendo impactos socioeconômicos positivos para a Região Norte, contribuindo para a redução do custo Brasil e fortalecendo a logística e a navegação na Amazônia.
MARES & RIOS
CACAU – Cacauicultores da Bahia e do Pará – os dois maiores estados produtores do Brasil – organizarão uma marcha a Brasília com apoio do deputado federal Airton Faleiro, para defender a produção nacional de cacau contra a importação de amêndoas da Costa do Marfim, destinadas às grandes indústrias de chocolate.
A Associação Nacional dos Produtores de Cacau afirma que, além de desvalorizar os preços internos, a importação pode trazer doenças como a vassoura-de-bruxa, que devastou plantações em outros países. Airton, cuja base está na região cacaueira da Transamazônica, já manifestou apoio à causa na tribuna da Câmara.

ANIVERSÁRIO – A consultora empresarial Poliana Bentes Gomes (foto) comemora mais um aniversário ao lado do marido, José Fernando, com reunião entre familiares e amigos. José Fernando foi nomeado diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) pelo presidente Lula, atuando no setor mineral da região Norte.

DALCÍDIO JURANDIR – O livro Marajó, clássico da literatura paraense escrito por Dalcídio Jurandir no século passado, ganha nova edição pela Imprensa Oficial do Estado. Nascido em Ponta de Pedras em 1909, o autor retrata a vida de fazendeiros, vaqueiros, pescadores e extrativistas, expondo os modos de vida da região.
O jornalista Pedro Medina e o poeta e cordelista Juraci Siqueira prestigiaram o lançamento da obra.
RIO DE JANEIRO – O colunista encontra-se no Rio de Janeiro, onde cumpre agenda de visitas institucionais e participa de solenidades da Marinha do Brasil. Nesta segunda-feira, almoçará a bordo do Navio-Escola Brasil, a convite do comandante, Capitão de Mar e Guerra Maia.
No fim da tarde, a convite do Vice-Almirante Jaques, participará da cerimônia comemorativa dos 150 anos da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), na Ilha Fiscal, celebrando a contribuição histórica da DHN para a segurança da navegação, o desenvolvimento marítimo e a soberania nacional.
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