
Raquel Gribel, Luiz Omar, VA Batista e Milva Rebelo.



A solenidade de posse do novo Comandante foi realizada na manhã de hoje(05) e foi presidida pelo Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Batista. O evento contou com a presença do representante do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas, o Contra-Almirante Max, atual Comandante do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN). O oficial, ainda como Capitão de Corveta, exerceu em 2015 o comando do Batalhão de Operações Ribeirinhas.
Na oportunidade, tomou posse no comando o Capitão de Fragata (FN) Luciano, em substituição ao também Capitão de Fragata (FN) Teixeira.
A solenidade contou com um número expressivo de convidados, entre eles o Contra-Almirante José Fábio, Chefe do Estado-Maior do Distrito, comandantes de Organizações Militares subordinadas ao 4º Distrito Naval, o Comandante do 2º BIS, Coronel Rozas, membros da diretoria da Soamar-PA, além de familiares e veteranos que serviram no batalhão.
Amazônia na contramão?

A manifestação contra as intervenções no rio Tapajós não é de hoje. Nos anos 2000 o MPFPa chegou a interditar por 5 anos os estudos de viabilidade da Hidrovia do Tapajós, que ligaria o MT ao PA por via fluvial.
Na contramão do que acontece no mundo, onde as hidrovias são privilegiadas comparativamente a outros modais de transporte como a rodovia ou a ferrovia, exatamente por ser menos poluente, mais sustentável e mais democrática, o que ocorre no Tapajós é de enorme incoerência.
Os povos tradicionais navegam na Amazônia desde sempre. Inicialmente com remos, depois com velas, vapor e atualmente com motores. São as embarcações que movem a Amazônia, assim, o que há de prejudicial na navegação comercial?
Se for a geração de ondas ou marola, isso não acontece nos comboios, pois sua velocidade máxima é muito reduzida. Se for o ruído dos empurradores, estes são enclausurados e produzem muito menos decibéis que um barco de passageiros, uma voadeira ou rabeta. Se for pelo tamanho dos comboios, esses têm em média 60m de boca em um rio que tem 3km em sua largura mínima. Por fim, se for quanto a frequência, passam em média 2 comboios por dia no baixo Tapajós, contra dezenas de barcos mistos de passageiros e carga, fora o incontável número de voadeiras e rabetas.
Portanto, o que está em discussão afinal? Os impactos da navegação, a não navegabilidade ou o atraso no desenvolvimento regional? Talvez nenhuma dessas. Interesses outros na busca por facilidades ou compensações, sempre estão por trás desses movimentos. Foi assim em Belo Monte, está sendo assim no Pedral do Lourenço e na Ferrogrão, e certamente será no Tapajós, onde já estão sendo mensuradas as “condições” para se chegar a um acordo.
Detalhe, segundo informações, a atual manifestação conta com os mesmos atores que invadiram a COP 30 em Belém, ou seja, um trabalho profissional, articulado e com o mesmo objetivo. No final, quem paga a conta somos todos nós, pelo atraso na perda de competitividade, desenvolvimento e geração de emprego e renda, tudo isso para deixar o rio Tapajós imaculado como peça de museu para ser visto e usufruído por aqueles que muitas vezes nem moram aqui.
MARES & RIOS
BRASIL – O país precisa avançar em seu desenvolvimento e não pode ser prejudicado por movimentos que defendem a manutenção da região amazônica em condições de pobreza. Muitos desses grupos utilizam povos originários, ribeirinhos e comunidades tradicionais como instrumento de campanhas que propagam a falsa ideia de que o desenvolvimento os prejudicaria, quando, na realidade, essas populações tendem a ser grandes beneficiadas.
A região em que vivem passará a receber investimentos, infraestrutura, geração de emprego e melhoria na qualidade de vida, impulsionados pela riqueza produzida pelos projetos em andamento.
O Brasil não pode ficar refém de interesses que se apoiam em narrativas distorcidas, sustentando que o progresso é, por si só, incompatível com a preservação ambiental.
Esse tipo de discurso, além de equivocado, é prejudicial ao crescimento do país e à redução das desigualdades regionais, especialmente na Amazônia, que precisa de desenvolvimento responsável, sustentável e inclusivo.
CIABA – O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA) realizou, no dia 3 de fevereiro, a cerimônia de Abertura do Ano Letivo e a Aula Inaugural da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM). O evento reuniu autoridades do 4º Distrito Naval, oficiais, professores, servidores, alunos e representantes do setor da navegação, marcando o início das atividades acadêmicas de 2026 no Centro de Instrução.
A aula inaugural foi ministrada pelo Diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Vice-Almirante (RM1) Wilson Pereira de Lima Filho (foto), que abordou o tema “A Marinha Mercante Brasileira e a Atuação da ANTAQ”.
A solenidade contou ainda com a presença do Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista, e do Chefe do Estado-Maior do Comando do 4º DN, Contra-Almirante José Fábio Carneiro da Silva, além de titulares das Organizações Militares subordinadas.

Almirante Wilson Lima, Samuel Rocha, Ogarito Linhares e o VA Batista.
VISITA – A CDP recebeu a visita do Diretor da ANTAQ Almirante Wilson Lima Filho, do Comandante do 4° Distrito Naval da Marinha do Brasil, Vice-Almirante Adriano Batista, e do Capitão dos Portos da Amazônia Oriental, Capitão Alexandre Pimentel. As autoridades foram recebidas pelo Diretor-Presidente da CDP, Jardel Silva, no encontro que reforçou o diálogo institucional, a cooperação entre os órgãos e o compromisso conjunto com o fortalecimento do setor portuário na Amazônia.

RIO DE JANEIRO – O colunista, durante sua estadia no Rio de Janeiro, foi recebido pelo CMG Calfa, atual comandante do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão (CAAML), um dos mais importantes centros estratégicos da Marinha do Brasil. O CMG Calfa (foto) foi o último Capitão dos Portos da Bacia Amazônica Oriental, serviu em Brasília e assumiu recentemente esse relevante comando. O colunista ficou muito feliz em rever esse grande amigo e oficial da Marinha do Brasil.
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