
A participação feminina na praticagem ainda é reduzida no Brasil, mas cresce de forma consistente, refletindo a evolução do setor marítimo e a ampliação das oportunidades para profissionais altamente qualificadas. Responsáveis por assessorar comandantes nas manobras de entrada, saída e movimentação de navios em portos, rios e canais, as mulheres que ingressam na atividade vêm demonstrando que competência técnica e capacidade operacional não têm relação com gênero.
O acesso à profissão ocorre por meio de um rigoroso processo seletivo público realizado pela Marinha do Brasil. O concurso é aberto a homens e mulheres que atendam aos requisitos previstos em edital e é considerado um dos mais exigentes da área marítima. As provas avaliam conhecimentos técnicos de navegação, legislação, estabilidade, manobra de embarcações e outras disciplinas fundamentais para o exercício da atividade.
Os aprovados passam, então, pelo Programa de Qualificação do Praticante de Prático (PQPP), fase de treinamento em que acompanham práticos experientes em operações reais. Durante esse período, recebem formação teórica e prática sobre as características da Zona de Praticagem onde irão atuar, aprendendo a lidar com diferentes tipos de embarcações, condições hidrológicas, meteorológicas e procedimentos operacionais, sempre sob a supervisão da Autoridade Marítima.
Após a conclusão da qualificação e da comprovação de aptidão técnica, o candidato é habilitado para exercer a função de prático. O aumento da participação feminina representa um avanço importante para a praticagem brasileira, fortalecendo a diversidade e evidenciando que a profissão é acessível a todos os que demonstram elevado preparo, responsabilidade e comprometimento com a segurança da navegação. Em um setor cada vez mais moderno e competitivo, a presença das mulheres contribui para enriquecer a atividade e inspira novas gerações a seguirem carreira na navegação.
Por Portal da Navegação.
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