RECORDANDO: CPAOR faz parte da lista das mais movimentadas do país voltada para o setor fluvial, pesca, portuário, cabotagem e longo curso

Muita gente não sabe, mas ao longo da sua história, a denominação da Capitania foi alterada por quatro vezes, hoje como “Capitania dos Portos da Amazônia Oriental – CPAOR”, tendo sempre no seu Comando um Capitão-de-Mar e Guerra.
Sua área de Jurisdição abrange as águas que cortam o Estado do Pará, com limites pelos Estados do Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins, diretamente vinculada ao Comando do 4 Distrito Naval na capital paraense.
Do seu gênero a CPAOR é hoje uma das mais movimentadas do país, voltada para navegação fluvial, pesca, portuário, cabotagem e longo curso, com uma grande movimentação diária.
A foto do arquivo da coluna, lembra um dos seus dinâmicos Comandantes, o bom caráter Capitão-de-Mar e Guerra Aristide da Costa Neto, hoje na Reserva, tendo ao seu lado o colunista, o armador Eduardo Carvalho e o empresário da área dos combustíveis Dr. Carlos Cabral Rebelo.

Ainda os catamarãs de grande porte construídos no Rio de Janeiro

Daqueles cinco catamarãs de grande porte construídos no Rio de Janeiro pelo estaleiro INCONAV/MC LAREN para a ENASA, apenas dois deles continuam em tráfego, o “PARÁ” que era de classe turística, que foi doado a Marinha do Brasil, hoje muito bem conservado e devidamente adaptado, faz parte da Força-Tarefa do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, prestando relevante serviço social ao setor ribeirinho na Jurisdição do comando do 4° Distrito Naval, na Amazônia Oriental.
Enquanto isto o “RONDÔNIA”, adaptado para 1ª classe, no transporte de cargas e passageiros, pertence a empresa A.R.Transportes – ENART, atendendo a rota Belém/Manaus/Belém e escalas. O “AMAPÁ” encontra-se encalhado em porto do litoral, aguardando reparos, o “RORAIMA” foi doado ao município de Cametá para amparo ao cais da cidade e o “AMAZONAS” encontra-se em Manaus, encalhado há bastante tempo, ele que foi adquirido em leilão público pela REICON.

EMAP-Empresa Maranhense de Administração Portuária com quatro áreas de tancagem

A Empresa Maranhense de Administração Portuária, que administra o porto de Itaqui em São Luís-MA, passou por uma expansão de quatro áreas de tancagem, com investimentos da ordem de cerca de R$ 550 milhões e 150 mil metros cúbicos adicionais, sendo considerado um HUB de granéis líquidos, recebendo navios de até 160 mil toneladas em função dos 19 metros de profundidade do berço de combustíveis.
O porto faz transbordo de 30 a 40 mil toneladas que são transportadas por cabotagem para a região amazônica e o litoral do Nordeste. Recordamos que essa operação era para ser feita através do Terminal da SOTAVE, mas a CDP na ocasião não cumpriu algumas exigências da Petrobrás, que migrou para a capital maranhense.

Companhias Docas que estão na lista das primeiras a serem privatizadas

Tem-se como certas as privatizações, no máximo até o primeiro trimestre de 2022, as três primeiras privatizações no setor portuário do Brasil, envolvendo três Companhias Docas, ou seja, a CODESP (São Paulo), CODERJ (Rio de Janeiro) e CODESA (Espírito Santo), em seguida a demais da lista já anunciada pelo Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, com apoio do Planalto.
Enquanto isso, duas delas, inclusive a CDP-Companhia Docas do Pará, continuam balançando para a estadualização, comentário que vem acontecendo, desde quando da cessão de diversos armazéns localizados no cais do porto para o Governo de Estado do Pará, que vai proporcionar uma grande JANELA para a Guajará. Certo ou não, mas em política tudo pode acontecer.

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Todo mundo sabe que sem PRÁTICO a bordo, tanto nas manobras como na singradura é, sem qualquer contestação, “brincar” com o meio ambiente, mesmo assim uma empresa de navegação teve a coragem de solicitar à Marinha o tráfego de dois de seus navios no rio Amazonas sem esse profissional a bordo, nada mais seria, se isto acontecesse, um suicídio marítimo, como ocorreu recentemente no Maranhão.

BEIRA DO CAIS

Com as tarifas defasadas no transporte fluvial de cargas e passageiros, pior ficou a situação com o aumento inesperado do óleo diesel. Triste.

Dentro em breve a rota da travessia Belém/Cotijuba/Belém, vai contar com uma linha diária de ida e volta devidamente oficializada. Muito bom.

Sempre muito sentida a ausência no setor do nosso muito estimado amigo empresário Dr. Carlos Rebelo, hoje dedicado ao comércio de combustíveis.

Passada a pior fase da sua existência, hoje a ARCON – Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará navega em águas tranquilas, com uma Diretoria que vem cumprindo a sua verdadeira finalidade.

Os primeiros barcos camaroeiros começaram a aportar procedentes do alto-mar trazendo a bordo o precioso camarão rosa, para serem comercializados.

O nosso conterrâneo Comandante-CLC DARLEI Pinheiro, Delegado do SINDMAR em Belém, foi por alguns anos representante dos marítimos brasileiros junto a IMO.

Nada mais foi comentado sobre a derrocagem do Pedral do Lourenço. Até parece que o rio Tocantins ficará fechado para sempre. Muito lamentável.

Pelo bom mercado que oferece já tem gente de olho também na Travessia Belém/Arapari/Belém. Como em política tudo é possível, nada temos a comentar.

O empresariado do setor industrial da pesca, regressou de Brasília, depois de participar de importante encontro junto a órgão do Governo Federal

A Marinha Mercante Portuguesa operou por muitos anos na rota de Belém. No luxuoso navio de turismo “FUNCHAL”, por duas vezes o colunista foi recepcionado com almoço de longo curso.

Nosso grande amigo CMG Ricardo Jaques – Comandante da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, assim que for possível dará um rápido bordejo por Belém.

Excelente trabalho vem realizando mais uma vez a frente da SOAMAR-BRASIL o empresário maranhense Orson Feres, que também é Oficial da Marinha Mercante.

Pouco a pouco as empresas de navegação regionais estão se alinhando com embarcações especiais, para entrarem também no transporte de grãos. Muito bom.

Da primeira Turma de Mulheres formadas pela EFOMM do CIABA, as Belas do Mar, como “batizou” o colunista, hoje tem uma Capitão-de-Corveta, a Vitória Régia.

Após algumas viagens como Oficial de Náutica nos navios mercantes, prestou Concurso para a Marinha do Brasil- Quadro (T), e foi aprovada. É sim uma bela cearense.

A ZP-1 (Praticagem do Rio Amazonas) através das empresas que fazem parte da mesma, vem ajudando da melhor maneira possível os ribeirinhos carentes, consignando muitos elogios. (AS).