Um hospital flutuante cruza os rios da Amazônia paraense, levando medicina, prevenção e dignidade a mais de 1.000 comunidades ribeirinhas. Batizado em homenagem ao pontífice, o Barco Hospital Papa Francisco foi inaugurado em 17 de agosto de 2019, cumprindo um pedido do próprio papa à Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus: “Atuem na Amazônia”. Desde então, a embarcação já realizou 300 mil atendimentos na Calha Norte do Pará, oferecendo desde consultas básicas até diagnóstico precoce de câncer.
Estrutura que desafia as distâncias
Equipado com centro cirúrgico, laboratório, mamógrafo e leitos de enfermaria, o barco supera as barreiras geográficas da região:
- Exames especializados: raio-X digital, ecocardiograma, ultrassom e eletrocardiograma;
- Ações preventivas: vacinação, triagem de doenças e atendimento odontológico;
- Integração cultural: respeito aos saberes tradicionais, como uso de chás medicinais pelos ribeirinhos.
“Quando um profissional local acompanha a equipe, a interação com as comunidades é mais tranquila”, explica Franciane Matos, pesquisadora da Fundação Esperança, que vive em Alter do Chão (PA). Ela destaca a troca de conhecimentos: “Muitos tratam ferimentos sem antibióticos, usando plantas da floresta”.
O legado do papa na Amazônia
A escolha do nome não foi casual. Francisco, que em 2019 convocou o Sínodo da Amazônia, sempre defendeu os povos da região. “Nunca vimos um papa tão próximo da causa ambiental e dos tradicionais”, afirma Franciane. A exortação “Querida Amazônia”, fruto do sínodo, ecoa no trabalho do barco: um compromisso com 13% da população brasileira (28 milhões de pessoas, segundo o IBGE) que vive no bioma.
Por Portal da Navegação, via paráwebnews.
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