O estado do Amazonas apresentou uma redução de 32% no desmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, período que compreende os sete primeiros meses do atual “calendário de desmatamento”.
De acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, a área de floresta derrubada no estado passou de 296 km² no período anterior para 200 km² no intervalo atual.

Apesar do recuo, o Amazonas mantém a posição de segundo estado com a maior área desmatada na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará, que registrou 398 km².
A melhora nos índices do Amazonas reflete uma tendência observada em quase toda a região. Em fevereiro de 2026, a Amazônia registrou sua menor área de desmatamento para o mês em oito anos, totalizando 69 km² — uma queda de 42% em relação a fevereiro de 2025.
No acumulado dos sete meses do calendário atual, a derrubada em toda a Amazônia Legal chegou a 1.264 km², o que representa uma redução de 41% comparado aos 2.129 km² devastados no ciclo anterior.
Dinâmica regional e rankings Enquanto a maioria dos estados apresentou quedas significativas, como o Mato Grosso (-51%) e o Pará (-54%), o Acre agora ocupa o terceiro lugar no ranking, com 190 km² desmatados.

Especialistas do Imazon atribuem a pressão no Acre e no sul do Amazonas ao fortalecimento da fronteira agropecuária na região conhecida como AMACRO.
Em contrapartida, Roraima foi o único estado a registrar aumento na devastação (+11%), impulsionado por um regime de chuvas diferenciado que mantém o clima seco no início do ano, favorecendo o corte da vegetação.
Além do desmatamento, a degradação florestal (causada por queimadas e extração madeireira) também apresentou queda acentuada de 93% na Amazônia em fevereiro.
Por Portal da Navegação, via ESTADO POLITICO.
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