O USS Nimitz, com capacidade para cinco mil pessoas, funciona como uma base aérea móvel em alto-mar.
costa brasileira recebeu, na última segunda-feira (11), a visita de um dos maiores navios de guerra do mundo: o porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68). A embarcação integra a Operação Southern Seas 2026, missão conduzida pela Marinha dos Estados Unidos que percorre o litoral da América Latina para treinamentos conjuntos e intercâmbio técnico com forças navais da região.
Incorporado em 1975, o USS Nimitz mede cerca de 330 metros de comprimento e funciona como uma base aérea flutuante, capaz de transportar dezenas de aeronaves e abrigar cerca de cinco mil pessoas em operações complexas. Equipado com reator nuclear, o navio não depende de combustíveis fósseis tradicionais, podendo operar por décadas com reabastecimento nuclear planejado ao longo de sua vida útil.
A visita ao território brasileiro inclui exercícios com unidades da Marinha do Brasil, como as fragatas Independência e Defensora, o submarino Tikuna e helicópteros AH-11B Super Lynx. Segundo a Marinha, a operação busca:
- Realizar treinamentos conjuntos e troca técnica entre tripulações;
- Aperfeiçoar procedimentos operacionais;
- Desenvolver interoperabilidade entre forças navais;
- Fortalecer relações diplomáticas entre países aliados.
A Southern Seas já está em sua 11ª edição, coordenada pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, e visa estreitar laços institucionais e operacionais com países parceiros.
Para o comandante da Segunda Divisão da Esquadra, Carlos Marcelo Fernandes, a missão oferece oportunidades únicas de aprendizado: “Operar com outras Marinhas permite desenvolver interoperabilidade, aperfeiçoar capacidades e reforçar a amizade entre forças navais”, afirmou.
Mesmo em um contexto de tensões diplomáticas pontuais, a operação é oficialmente classificada como uma iniciativa de cooperação militar, destacando o intercâmbio técnico e o treinamento conjunto como pilares da visita.
Por Portal da Navegação, via DOL.
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