A maior feira marítima da América Latina cresce em expositores e em volume de negócios, refletindo otimismo e forte investimento na indústria naval nacional.
O setor naval brasileiro vive um novo ciclo de otimismo com o anúncio da Navalshore 2025, que se consolida como a maior feira marítima da América Latina.
Com previsão de movimentar cerca de R$ 12 bilhões em negócios, a feira, que acontecerá de 19 a 21 de agosto no Rio de Janeiro, cresceu significativamente: a área do evento passou de 6 mil m² para 10 mil m² e o número de expositores saltou de 110 para 136.
O destaque não está apenas nos números, mas também no retorno do protagonismo da indústria naval nacional, apoiado por aportes históricos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e por um ambiente favorável a parcerias e inovação.
Crescimento estruturado e internacionalização da feira
A ampliação da Navalshore 2025 representa um verdadeiro divisor de águas para o setor. Segundo a organização, o crescimento da feira reflete não apenas o aumento de investimentos do FMM — que em 2024 ultrapassou R$ 30 bilhões —, mas também a recuperação dos estaleiros nacionais e o avanço de projetos de modernização tecnológica, energia renovável e sustentabilidade.
A presença de mais de 400 marcas nacionais e internacionais reforça a integração global e a abertura de novas oportunidades de negócios para empresas brasileiras e estrangeiras.
Neste contexto, grandes players como Transpetro, WEG, Kongsberg e Wärtsilä estarão presentes, trazendo discussões e soluções sobre digitalização, transição energética, novas rotas de navegação e sustentabilidade ambiental, temas que são cada vez mais essenciais no cenário global.
O papel do FMM e o efeito cascata na economia
A expectativa do setor é que o aporte recorde do FMM — com R$ 30 bilhões já liberados em 2024 e outros R$ 22 bilhões previstos para 2025 — funcione como alavanca para toda a cadeia naval, do fornecimento de equipamentos ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras e geração de empregos qualificados.
Estaleiros que estavam paralisados voltaram a funcionar, projetos de embarcações de apoio offshore e navios mercantes ganham ritmo, e o Brasil volta ao radar de grandes grupos internacionais.
Além disso, a feira vai debater as tendências do transporte marítimo sustentável, apresentando cases de sucesso em combustíveis alternativos, eletrificação de embarcações e logística portuária de baixo carbono, impulsionando a agenda ESG no setor.
Perspectivas para o futuro: inovação e sustentabilidade
A expectativa para a Navalshore 2025 é de que o evento consolide um novo patamar para a indústria naval brasileira, com aumento das encomendas, atração de investimentos estrangeiros e criação de parcerias estratégicas com estaleiros internacionais, especialmente da China, Noruega e Coreia do Sul.
O futuro da navegação no Brasil passa por inovação, digitalização e sustentabilidade. E a feira será o palco ideal para consolidar essa transformação, fortalecer a cadeia produtiva, gerar empregos e recolocar o país como protagonista no cenário marítimo global.
Por Portal da Navegação, via Assessoria.
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