Edson Sabbá
A vida de milhares de estudantes da região Norte começa antes do amanhecer. Em comunidades onde os rios são as principais vias de transporte, o caminho até a escola depende diretamente das condições de navegação. Nesse contexto, a atuação integrada do Governo Federal garante não apenas mobilidade, mas também o direito à educação para crianças e jovens ribeirinhos.
A articulação entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e o Ministério da Educação fortalece o uso das hidrovias como eixo estratégico para o transporte escolar fluvial. Essa iniciativa integra políticas de infraestrutura e educação para assegurar que estudantes cheguem às salas de aula com segurança, regularidade e dignidade.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, investir em hidrovias é ampliar a presença do Estado onde o acesso terrestre é limitado ou inexistente. “Quando o governo investe em dragagem, sinalização e monitoramento, garante que serviços essenciais cheguem às populações ribeirinhas. O transporte escolar é um desses serviços e depende diretamente da navegação”, afirmou.
Em 2025, mais de 378 mil estudantes utilizaram o transporte fluvial para chegar à escola, um aumento em relação aos 299 mil estudantes em 2024. Os números evidenciam a ampliação do atendimento nas regiões atendidas pelos rios e as políticas públicas chegando a mais pessoas.
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, ao integrar infraestrutura hidroviária e políticas educacionais, o governo reforça o papel das hidrovias como instrumentos de inclusão social, desenvolvimento regional e garantia de direitos. “Mais do que rotas de transporte, os rios se consolidam como caminhos que conectam comunidades, reduzem desigualdades e asseguram a presença do Estado em regiões onde a navegação é a única forma de acesso.”
Por Portal da Navegação.
OBS. Texto original de Assessoria do Ministério de Portos e Aeroportos.
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