Edson Sabbá
O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) denuncia uma onda de assaltos diários a embarcações que transportam grãos e combustíveis no Amazonas. De acordo com a entidade, os criminosos estão usando armas pesadas, incluindo metralhadoras e drones, para cometer os crimes. No último domingo, um ataque a um barco da Companhia de Navegação da Amazônia (CNA) resultou na morte de um dos assaltantes e no sequestro temporário do comandante.
Galdino Alencar (Presidente do SINDARMA), afirmou que, apesar da redução no número de ataques bem-sucedidos em 2025, as tentativas de roubo continuam gerando prejuízos às empresas. “Essa redução não reflete uma diminuição nas tentativas. Pelo contrário, há registros quase diários de tentativas de assalto, abordagens hostis e trocas de tiros nos rios em todo o Estado”, disse.
Entre outubro de 2020 e dezembro de 2023, os piratas roubaram mais de 7,7 milhões de litros de combustíveis, totalizando R$ 48 milhões em prejuízos. O Sindarma afirma que, em 2023, as transportadoras contrataram escoltas privadas armadas para fazer a segurança e acompanhar os comboios de balsas, o que reduziu a quantidade de combustível roubado quase pela metade.
As empresas de navegação estão sendo obrigadas a ampliar significativamente os investimentos em segurança diante do aumento da violência nos rios. “Tem que se incrementar investimentos como o da base Arpão e Coari, em que várias organizações atuam em cooperação para lidar com esses roubos e proteção das comunidades ribeirinhas”, ressaltou o presidente do Sindarma.
Por Portal da Navegação.
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