Acompanhamento contínuo das condições hidrológicas fornece informações para o planejamento da navegação e das ações de manutenção.
As condições de navegabilidade dos rios brasileiros são acompanhadas continuamente pelas autoridades para orientar o transporte hidroviário, o deslocamento de pessoas e o abastecimento de cidades com combustíveis, alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais, especialmente na região Norte.
Para isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) desenvolveu o Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH), que reúne informações sobre o nível das águas, a vazão, a profundidade dos canais e outros parâmetros hidrológicos. Esses dados orientam o planejamento da navegação e das ações de manutenção necessárias para garantir a circulação segura de passageiros e cargas.
As condições dos rios variam ao longo do ano em razão do regime de chuvas, dos fenômenos climáticos e da dinâmica natural das águas. Durante a estiagem, a redução do nível das águas pode limitar a passagem de embarcações em alguns trechos. No período de cheia, o aumento da correnteza e as alterações no leito dos rios também podem interferir na navegação.
Acompanhamento em tempo real
Na região Norte, o sistema reúne, em tempo real, dados hidrológicos e operacionais que permitem acompanhar a evolução dos rios e identificar trechos com potencial de restrição ao tráfego de embarcações. O sistema também considera a influência de fenômenos climáticos, como o El Niño, que alteram o regime de chuvas e afetam a dinâmica dos rios amazônicos.
As informações produzidas pelo monitoramento orientam o planejamento das ações de manutenção da navegabilidade, indicando onde e quando são necessárias intervenções para preservar as condições de circulação de embarcações ao longo do ano.
Entre as principais ações estão a dragagem de manutenção e a implantação, conservação e ampliação da sinalização náutica, previstas, respectivamente, no Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma) e no Plano de Sinalização Náutica (ProSinaqua). Com base nos dados levantados, é possível planejar essas intervenções de forma mais eficiente, contribuindo para a segurança da navegação, a continuidade do transporte de passageiros e cargas e a maior confiabilidade das hidrovias brasileiras.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
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