Por trás de cada manobra: como funciona o rodízio dos práticos em Itajaí e Navegantes.

Escala organiza a atuação dos profissionais da ZP21 e garante previsibilidade para um serviço essencial à segurança da navegação.

Por Edson Sabbá

Quem observa a movimentação de navios nos portos de Itajaí e Navegantes talvez não perceba que, por trás de cada manobra, existe uma estrutura de organização que começa muito antes de o navio entrar ou sair do porto.
Entre os elementos dessa engrenagem está a escala de rodízio da praticagem, responsável por organizar a disponibilidade dos profissionais que atuam na Zona de Praticagem de Itajaí e Navegantes (ZP21).
A escala de outubro de 2026 é um exemplo de como esse sistema é estruturado. O documento estabelece uma “Escala de Rodízio Única por Zona de Praticagem”, distribuindo os profissionais ao longo dos 31 dias do mês.

Dois níveis de organização: serviço e prontidão.

Um dos aspectos mais importantes da escala é a divisão entre “Prático em Serviço” e “Prático em Prontidão”.
Na primeira condição, o quadro relaciona diariamente os profissionais que estão escalados para o serviço. Já a segunda estabelece quem permanece em prontidão naquele dia.
Na prática, a existência dessas duas posições demonstra que o planejamento da praticagem não se limita a saber quem está trabalhando naquele momento. Há também uma organização prévia para garantir a disponibilidade necessária ao funcionamento do serviço.

O rodízio distribui a participação entre os profissionais.

A observação da escala mostra uma alternância contínua entre os práticos ao longo do mês.
Nos primeiros dias de outubro, por exemplo, aparecem na escala de serviço profissionais identificados pelas trigramas KGA, LLB, LPC e NCV. Nos dias seguintes, a sequência passa por outros integrantes, como FJH, IZQ, WSB, PRL, LTS, JAN, DAQ e PFF.
Ao longo do mês, o rodízio continua envolvendo os diferentes profissionais da ZP21, demonstrando uma estrutura organizada para distribuir os períodos de serviço.

A terceira página do documento traz a correspondência entre as trigramas e os nomes dos práticos. Entre eles estão Kelly Greicy Torres da Silva Araujo (KGA), Francisco José Memoria Hyppolito (FJH), Jorge Brusch Izquierdo (IZQ), Ricardo Oliveira D’Aquino (DAQ), Pedro Cipriano (CIP), Laviera Dorneles Laurino (LAV), Livia Lage Bisaggio (LLB), Leandro Pedreschi Caliento (LPC), Alexandre Gonçalves da Rocha (LTS), Marcio Fonseca Santiago (MFS), Nilton César Vidal (NCV), Paulo de Figueiredo Ferraz Junior (PFF), Paulo Roberto da Silva Luiz (PRL), Ricardo Pereira Nunes (RPN), Marco Aurelio Soares (SOA) e Wallace Siqueira Bezerra (WSB), além dos demais profissionais relacionados na legenda.

Uma engrenagem que precisa funcionar todos os dias.

Para quem está fora do ambiente portuário, uma escala como essa pode parecer apenas uma tabela de nomes e datas.
Para a operação marítima, entretanto, ela representa uma ferramenta de organização.
O documento estabelece antecipadamente a distribuição dos profissionais, criando uma referência para o funcionamento do serviço durante todo o mês. Em uma atividade que exige planejamento e disponibilidade, essa previsibilidade é um componente importante da organização operacional.
A escala também mostra que a praticagem não funciona de maneira improvisada. Existe uma programação definida, com profissionais escalados para o serviço e outros designados para a condição de prontidão.

O que o leitor não vê quando observa um navio.

Quando um navio se aproxima de um porto, a atenção normalmente está voltada para a embarcação, para os rebocadores, para os equipamentos do terminal ou para a movimentação de cargas.
Mas existe uma operação menos visível acontecendo simultaneamente.
A escala de praticagem é uma das peças dessa estrutura. Ela organiza os profissionais que estarão disponíveis para atuar na zona de praticagem e estabelece, antecipadamente, como será distribuída essa responsabilidade.
É um trabalho que exige conhecimento especializado e organização permanente.

A escala de outubro.

A escala da ZP21 foi elaborada para todo o mês de outubro de 2026 e registra a distribuição dos profissionais de 1º a 31 de outubro, com a indicação do dia da semana correspondente a cada data.
O documento é formalizado pelo Representante Único do Serviço de Praticagem, Kelly Greicy Torres da Silva Araujo, e pelo Delegado, Daniel Tavares Reis.
Mais do que uma simples relação de nomes, a escala permite visualizar como a praticagem se organiza para manter o serviço estruturado ao longo do mês.

Uma operação que começa antes da manobra.

Cada navio que entra ou sai de uma zona portuária movimenta uma cadeia de profissionais, equipamentos e procedimentos.
A praticagem está inserida nessa cadeia.
E a escala de rodízio é uma das ferramentas que permitem transformar essa necessidade permanente em uma rotina organizada.
Por trás de cada manobra existe planejamento. E, na ZP21, parte desse planejamento começa na escala.

Por Portal da Navegação.