Presidente do Sindicato da Indústria de Construção Naval do Estado do Pará, Fábio Vasconcellos

Ferrogrão é ‘avanço sem precedentes na logística de transportes brasileira’, celebra setor naval

 A concretização da ferrovia reivindicada há nove anos também vai desenvolver a navegação no Pará.

Enize Vidigal

O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Naval do Estado do Pará, Fábio Vasconcellos, comemorou o anúncio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que vai viabilizar o Ferrogrão. “O anúncio representa um avanço sem precedentes na logística de transportes brasileira e transformará o Pará no principal entreposto graneleiro do Brasil, tal como New Orleans, na foz do Mississippi, é para os Estados Unidos”, comparou.

A nova estratégia de escoamento da produção de grãos será muito importante para o Pará porque vai atrair investimentos que deverão colocar o estado entre os cinco maiores PIBs do Brasil, ele acredita. “Para a indústria de construção naval do Pará, a Ferrogrão representará um aumento significativo da demanda por comboios fluviais, pois a competitividade de escoamento de grãos pelo Pará será muito superior às alternativas que existem pelos portos do Sul e Sudeste, passando a ser totalmente ferro-hidroviário, fazendo com que a frota de barcaças se multiplique pelo menos cinco vezes nos dez anos subsequentes ao início das obras de implantação de ferrovia”, calcula.

Além da ferrovia, o setor naval comemora o investimento direto anunciado no PAC: “São quase R$ 350 bilhões para a diminuição dos gargalos logísticos e no reequilíbrio da matriz de transportes brasileira, aumentando a participação de ferrovias e hidrovias, o que está em sintonia com a necessidade que temos de uma maior eficiência ambiental dos modais de transporte, já que o transporte ferroviário e, mais ainda, o hidroviário são pelo menos três vezes menos poluentes do que o transporte rodoviário, sem contar com muito menos impactos locais por onde passam (…). Esperamos que os investimentos nas regiões Norte e Nordeste ajudem a diminuir as enormes desigualdades regionais”.

Por Portal da Navegação, via OLIBERAL.com